
É o resultado mais robusto de 2016, levando em consideração que o mês teve um dia útil a menos sobre o anterior (21 contra 22) e ainda assim registrou também a maior média diária de licenciamentos, com 8.323 carros e comerciais leves emplacados de segunda a sexta-feira.
Mas a comparação anual continua bastante negativa: as vendas de julho foram 20,3% menores do que as verificadas no mesmo mês de 2015. No acumulado de sete meses a baixa é de 24,4%. Só agora o mercado brasileiro superou casa 1 milhão de veículos emplacados, com 1,12 milhão, apenas um mês depois do que ocorreu no ano passado.
Conforme previa a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, o porcentual anual de queda nas vendas segue em diminuição: a retração era de 25% na comparação do primeiro semestre e caiu para 24,4% no acumulado de janeiro a julho contra igual período de 2015. Ainda assim essa recuperação mostra-se muito lenta. Será preciso um aquecimento do mercado muito acima do ritmo atual para que seja possível superar 2 milhões de unidades em 2016 e chegar aos 2,2 milhões projetados pela Anfavea. Ou seja, os volumes de emplacamentos atuais apontam para um ano ainda pior do que 2015, que já foi também muito ruim.