
Considerando apenas veículos leves, em julho foram emplacados 280,1 mil automóveis e utilitários, número 11,7% superior aos 250,6 mil de junho, mas 13,5% inferior aos 323,9 mil de julho de 2013. Em sete meses a soma é de 1,86 milhão de unidades, 8,2% abaixo das pouco mais de 2 milhões de unidades vendidas no mesmo intervalo do ano passado.
A alta de julho sobre junho é completamente explicada pelo maior número de dias úteis, 23 contra 20, respectivamente – sem considerar o feriado estadual de 9 de julho em São Paulo, o maior mercado do País, nem as diversas paralisações causadas pelos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Olhando por esse ângulo, praticamente não houve variação no ritmo de vendas: enquanto em junho, também influenciado pela Copa, os emplacamentos atingiram 12,5 mil unidades por dia útil, esse índice até baixou em julho, para 12,2 mil/dia, configurando a pior média do ano até agora. Essa comparação demonstra que a tendência do mercado continuou a mesma nos dois últimos meses, ou seja, de retração.
Analistas avaliam que daqui para frente essa tendência deve se inverter. “Como temos mais dias úteis no segundo semestre e sazonalmente o período é melhor do que a primeira metade do ano, prevemos uma recuperação, de modo que a queda no ano todo chegue a 5% nas vendas de veículos leves na comparação com 2013”, projeta Julian Semple, consultor da Carcon.
PESADOS
Com a fraca evolução da economia, o mercado de comerciais pesados também segue em queda. Em julho foram emplacados 14,6 mil caminhões e ônibus, em alta de 12,8% sobre os 12,9 mil de junho, mas em declínio de 20,4% sobre o mesmo mês de 2013, quando foram vendidas 18,3 mil unidades.
No acumulado de 2014, as vendas de veículos pesados totalizam 94,9 mil unidades, recuo de 13,4% diante das 109,5 mil emplacadas de janeiro a julho de 2013. Assim o mercado de pesados já acumula perda de 14,6 mil caminhões e ônibus em relação ao ano passado, ou algo como 2 mil unidades comercializadas a menos por mês.