As vendas acumuladas da Aliança ultrapassam 10,6 milhões de veículos em 2017, o que tornou a corporação o maior grupo fabricante de veículos do mundo.
“A Aliança tem impacto direto e positivo no crescimento e na lucratividade de cada empresa-membro. Em 2017, turbinou a performance de todas as três montadoras, inclusive da Mitsubishi, que completou seu primeiro ano no grupo”, comentou Carlos Ghosn, chairman e CEO da Renault-Nissan-Mitsubishi. |
Ghosn reafirmou a meta da Aliança arquitetada por ele de gerar mais de € 10 bilhões em sinergias até o fim de 2022. O executivo avalia que as economias vão aumentar à medida que a companhia acelera convergências, com maior compartilhamento de instalações industriais, plataformas de veículos e tecnologias, além de consolidar a presença conjugada das três marcas em mercados maduros e emergentes.
De acordo com o plano estratégico Alliance 2022, as três empresas-membro preveem somar vendas de mais de 14 milhões de veículos, 9 milhões deles produzidos sobre quatro plataformas comuns, incluindo veículos elétricos e modelos do segmento B, além aumentar o uso de motores e transmissões comuns, passando de um terço para 75% do total.
Com convergência da engenharia das empresas, a Aliança pode compartilhar investimentos e custos de pesquisa e desenvolvimento, para reduzir investimentos e aumentar a competitividade. Por exemplo, a Nissan e a Mitsubishi uniram forças no ano passado para desenvolver a próxima geração dos Kei Cars, o segmento dos minicarros do Japão. (A Mitsubishi já produzia minicarros para a Nissan e acabou sendo incorporada à Aliança depois do escândalo que envolveu informações falsas sobre o consumo desses veículos.)
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SINERGIAS EM CURSO |
Em 2017, a organização de compras da Aliança (Alliance Purchasing Organization) evitou e reduziu custos significativamente, por meio da centralização de atividades de compra de componentes, equipamentos e ferramentais, negociações globais de contratos e fornecimento conjunto de energia para suas fábricas em todo o mundo.
Entre as sinergias em curso no momento, está a adoção pela Mitsubishi da estrutura dos braços financeiros Nissan Sales Finance e RCI Bank; bem como a criação de armazéns de peças de reposição compartilhados entre Renault, Nissan e Mitsubishi na Europa, Japão e Austrália.
Na área de manufatura, outras sinergias estão sendo realizadas por meio da fabricação de veículos baseadas em plataformas comuns, como o Datsun Redi-GO e o Renault Kwid, além de atividades de produção cruzada, como é o caso da produção da picape Renault Alaskan em fábricas da Nissan em Cuernavaca, no México, e Barcelona, na Espanha.
Em outra frente de economia, os custos associados com o transporte de veículos foram reduzidos significativamente em 2017, já que a Nissan e Mitsubishi consolidam o frete de veículos acabados a partir de suas fábricas na Tailândia para suas respectivas redes de concessionárias.