
“A venda evitará a morte do paciente na mesa de operações” – disse simbolicamente o juiz, referindo-se à criação de uma nova empresa, evitando um desastre com a falência da operação atual.
A NGMCO terá seu nome modificado para General Motors Company (a ‘nova GM’) e continuará a operar sob o histórico corporativo da GM e suas marcas.
A ‘velha GM’ mudará seu nome para Motors Liquidation Company, cujos ativos serão descartados ou vendidos, sob a responsabilidade de um novo grupo de diretores supervisionado pela Bankruptcy Court (corte de concordatas).
A Nova GM absorverá os ativos importantes da operação antiga, sem absorver seus passivos. Um dos passos importantes para chegar a esse resultado foi o entendimento com os sindicatos de trabalhadores dos Estados Unidos (UAW) e Canadá (CAW).
A empresa emergente passará a ter como acionistas:
• Departamento do Tesouro dos EUA: 60.8%
• UAW Retiree Medical Benefits Trust: 17.5%
• Governo do Canadá e Ontário: 11.7%
• ‘Velha’ GM: 10%
A nova GM terá sede em Detroit, tendo como CEO e presidente Fritz Henderson. O chairman será Edward Whitacre.
“Uma indústria automotiva saudável nos Estados Unidos é vital para a economia global. Nós devemos a reestruturação da GM ao suporte do governo norte-americano, canadense e de Ontário, além da contribuição daqueles que pagam impostos” – admitiu Henderson, afirmando que agora é hora de arrumar a casa e colocar prontamente a companhia em um novo caminho.