logo

concessionária

Kakinoff: rede deve ficar mais próxima da montadora

A rede de concessionárias deve ficar mais próxima das montadoras no momento em que a empresa desenha a estratégia de lançamentos e a ofensiva para o mercado. A conclusão é de Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas, ex-presidente da Audi, com ampla experiência no desenho da distribuição de veículos do Grupo Volkswagen. O executivo fez palestra durante o Congresso Fenabrave, que aconteceu entre 16 e 18 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo.
Author image

Giovanna Riato

19 ago 2012

2 minutos de leitura

G_noticia_14854.jpg

“A montadora sabe como atacar, mas a rede sabe fazer varejo”, explica. Segundo ele, por estarem mais próximas do consumidor, as concessionárias muitas vezes têm impressões e opiniões que não chegam às fabricantes de veículos. “É importante organizar um fluxo de informações aproveitando a associação de marcas”, avalia.

Kakinoff afirma que, algumas vezes, as montadoras investem tempo e dinheiro no lançamento de um modelo que não será bem recebido pelo mercado. Em muitos casos, os concessionários sabem que aquele não é o desejo do consumidor. Enquanto as fabricantes acreditam que a visão da rede é de curtíssimo prazo, os distribuidores avaliam que as marcas estão distantes do consumidor. “Alguns praguejam contra a estratégia da empresa e assumem que as fabricantes não entendem do mercado. É preciso lembrar que o posicionamento da marca é uma corresponsabilidade”, acredita.

MAIS CONCORRÊNCIA, MENOS FIDELIDADE

O executivo da Gol afirmou que fatia de 12% e 15% da população brasileira pode investir na compra de um automóvel. Quando avaliados os carros novos e seminovos, com até oito anos, o porcentual cai para entre 6% e 7%. Na briga por esses consumidores, as empresas devem lembrar que não podem mais contar com a fidelidade a determinada marca. “Hoje é muito mais comum o cliente ser fiel a um produto”, aponta Kakinoff.


Assista à matéria especial sobre o Congresso Fenabrave: