
“A montadora sabe como atacar, mas a rede sabe fazer varejo”, explica. Segundo ele, por estarem mais próximas do consumidor, as concessionárias muitas vezes têm impressões e opiniões que não chegam às fabricantes de veículos. “É importante organizar um fluxo de informações aproveitando a associação de marcas”, avalia.
Kakinoff afirma que, algumas vezes, as montadoras investem tempo e dinheiro no lançamento de um modelo que não será bem recebido pelo mercado. Em muitos casos, os concessionários sabem que aquele não é o desejo do consumidor. Enquanto as fabricantes acreditam que a visão da rede é de curtíssimo prazo, os distribuidores avaliam que as marcas estão distantes do consumidor. “Alguns praguejam contra a estratégia da empresa e assumem que as fabricantes não entendem do mercado. É preciso lembrar que o posicionamento da marca é uma corresponsabilidade”, acredita.
MAIS CONCORRÊNCIA, MENOS FIDELIDADE
O executivo da Gol afirmou que fatia de 12% e 15% da população brasileira pode investir na compra de um automóvel. Quando avaliados os carros novos e seminovos, com até oito anos, o porcentual cai para entre 6% e 7%. Na briga por esses consumidores, as empresas devem lembrar que não podem mais contar com a fidelidade a determinada marca. “Hoje é muito mais comum o cliente ser fiel a um produto”, aponta Kakinoff.
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