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Karin Rådström quer motivar outras mulheres na indústria automotiva

Após 17 anos trabalhando em dois fabricantes de caminhões e ônibus – desde 2004 na Scania e há cinco meses como executiva-chefe global da Mercedes-Benz Trucks –, a jovem engenheira sueca Karin Rådström chegou a uma posição de topo na carreira com apenas 42 anos. Ela afirma que já se acostumou com o baixo número de executivas trabalhando no setor. “Depois desse tempo todo nem penso mais muito nisso, mas acho estranho ainda discutir isso”, aponta Karin em relação à pequena presença feminina em postos de comando na indústria automotiva.
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pedro

29 set 2021

2 minutos de leitura

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Karin Rådström, CEO global da Mercedes-Benz Trucks: carreira ascendente em ambiente dominado por homens

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A indústria de veículos comerciais pesados foi o primeiro e até agora único emprego de Karin desde que se graduou em Engenharia Industrial em 2004 no Royal Institute of Technology, na capital sueca Estocolmo. Ela ingressou ainda como trainee na área de marketing da Scania e foi galgando posições até chegar a vice-presidente executiva de vendas e marketing da fabricante. Em 2020, foi escolhida pela Daimler Trucks para integrar o conselho de administração da companhia na posição de responsável pela divisão de caminhões Mercedes-Benz na Europa e América Latina, sucedendo no comando global da Mercedes-Benz Trucks um dos mais experientes executivos da companhia, o alemão Stefan Buchner – que se aposentou em maio passado após 30 anos na empresa. 

Nesse ambiente essencialmente masculino, Karin diz levar com bom humor as vezes que foi confundida com um homem, quando participou de reuniões em que “perguntavam quem era o ‘senhor Karin’ que deveria estar presente”. Ela revela ainda que já a trataram como se fosse a secretária em alguns dos departamentos que liderou em sua carreira. 

“São coisas que aconteceram muitas vezes, mas levo com algum bom humor esses episódios [de falta de reconhecimento de uma executiva no setor] e tento educar as pessoas. Não vou tentar ser ou agir como um homem, mas o que me motiva ser um exemplo para outras mulheres no setor”, afirma Karin Rådström.

A executiva reconhece que há poucas como ela na indústria, mas enxerga algumas evoluções, ainda que tímidas. “Temos muitas mulheres talentosas no time no mundo inteiro, então não é uma questão de falta delas, é necessário aproveitar melhor esse contingente”, resume.