
Especializada na fabricação de ferramentais pesados, a empresa vinha prestando serviços para a Fiat até maio, quando interrompeu as atividades. Naquele mês, os trabalhadores passaram a ocupar a fábrica como forma de pleitear direitos. Cerca de 600 funcionários foram prejudicados, entre empregados que estavam na ativa e não recebiam salários e demitidos que não receberam rescisões.
“Tentamos vários acordos para parcelamento de dívidas e todos foram descumpridos”, afirma o diretor da entidade, Carlos Caramelo. A ocupação cessou nesta quarta-feira, com o decreto de falência.
A fábrica da Karmann-Ghia do Brasil foi inaugurada em maio de 1960. Além de montar os cupês VW Karmann-Ghia, Karmann-Ghia TC e SP-2, a unidade participou também da produção de veículos como o Ford Escort XR-3 conversível e entre 1998 e 2005 montou os Land Rover Defender.
Em 2013 a empresa lançou um concurso de design que resultou em uma nova proposta do cupê Karmann-Ghia (veja aqui), assim como a VW fez com o Fusca.
Com a falência decretada, os antigos administradores são retirados do comando da empresa e um novo administrador nomeado pela Justiça irá gerir o processo de recuperação judicial. O presidente do sindicato, Rafael Marques, destaca que a entidade terá papel importante nessa etapa.
“É um processo longo, mas os créditos trabalhistas passam a ter prioridade. Nosso departamento jurídico vai acompanhar de perto, passo a passo, a recuperação”, diz Marques.