
O lançamento substitui a Z750, mas não é um simples aumento de cilindrada. Houve mudanças importantes no motor, chassi e no estilo da motocicleta. A Z800 foi lançada em outubro do ano passado e tem na Europa seu principal mercado. O motor produz 113 cv, ante 106 cv da versão anterior. O torque passou de 8 para 8,5 mkgf e surge numa faixa de rotações mais baixa, 8 mil rpm, ante 8,3 mil.
Em 2012, a antecessora Z750 teve 1.252 unidades emplacadas e o gerente de planejamento da Kawasaki, Ricardo Suzuki (!), quer vender este ano ao menos a mesma quantidade de Z800, mas não arrisca um número: “Considerando a Europa em crise e nosso ‘Pibinho’ (Produto Interno Bruto), não vejo condições de crescimento para o mercado este ano”, afirma.
Em volume de emplacamentos, a Kawasaki ocupou o sétimo lugar do ranking brasileiro em 2012, com 9.251 unidades (0,56% do mercado). Contudo, a fabricante marca presença importante em alguns segmentos. Entre as motos esportivas, aquelas com carenagem, a Kawasaki deteve mais de 20%. Considerando as nakeds grandes, com cilindrada de 600 cc em diante, a Kawasaki conquistou mais de 15% do segmento em 2012 com a soma da Z50 e da ER 6N (2.426 unidades ao todo).
O desempenho de mercado com esses dois modelos foi melhor que o das consagradas Suzuki Bandit 650 e 1200, que tiveram 873 unidades emplacadas no ano passado, apesar da rede com cerca de 300 revendas. A Kawasaki tem apenas 50 concessionárias.