A Kia Motors do Brasil aguarda para os próximos dias um decreto do governo que pode liberar cotas não utilizadas desde o ano passado por outros importadores inscritos no Inovar-Auto. O teto máximo de 4,8 mil carros por ano livres dos 30 pontos porcentuais extras de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não foi utilizado na totalidade pela maioria das marcas importadas, mas faltou para a Kia, que desde a imposição da sobretaxação viu suas vendas encolherem de 80 mil unidades em 2011 para as 10 mil em 2016. “A ideia, bem recebida pelo governo, é repassar o que não foi usado para as marcas que têm maior frota circulante e mais concessionárias no País”, afirmou José Luis Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e também da Abeifa (associação que reúne importadores e alguns fabricantes).
Com esse decreto, cerca de 1,8 mil carros da Kia recém-desembarcados no Brasil poderão ser vendidos ao consumidor brasileiro sem o repasse dos 30 pontos extras. Segundo Gandini, outras empresas que eventualmente se encontrem em situação semelhante poderão se beneficiar de cotas não utilizadas em 2015. E no ano que vem, seriam repassadas as de 2016. “Desde o estabelecimento dessa cota de 4,8 mil unidades anuais, já fechamos 65 concessionárias e cerca de 5 mil postos de trabalho”, lamenta Gandini.
Assista abaixo a entrevista exclusiva de José Luis Gandini à ABTV: