
O lançamento do EV5 marcou o começo de uma nova era para a Kia Motors no Brasil. Foi a estreia do primeiro carro elétrico da marca sul-coreana no país, após dois anos ensaiando entrar no segmento com o EV6 – que, no fim das contas, não será vendido aqui.
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Mas essa nova era já tem outro confirmado para o Brasil, o EV9, que fez uma participação especial na apresentação do EV5 e que chega às nossas ruas até o fim de 2024.
A dupla de veículos elétricos (VEs) reforça o portfólio da Kia, que oferece ao menos uma versão eletrificada em quase toda a sua gama de automóveis de passeio.
Enquanto os Kia Stonic e Sportage são híbridos-leves, o Niro tem propulsão híbrida convencional e o recém-chegado EV5 é um carro elétrico. A única exceção é a Carnival, que usa motor 3.5 V6 movido a gasolina de 272 cv.
Índice de produção local é entrave para chegada do K3

Mesmo assim, a empresa planeja ampliar sua gama de carros eletrificados em 2025. Durante a apresentação do EV5, o presidente da Kia do Brasil, José Luiz Gandini, revelou que estuda a comercialização de dois modelos inéditos no país.
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Produzido no México, o K3 Sedan, que poderia enfrentar modelos como Chevrolet Onix Plus e Volkswagen Virtus, está mais perto de desembarcar no Brasil em 2025, ainda que sua vinda não esteja 100% certa.
“É preciso alcançar um índice de nacionalização acima de 60% para que ele possa ser exportado para o Brasil dentro do acordo de livre comércio, sem imposto de importação”, afirmou Gandini.

O executivo revelou que a Kia do Brasil está desenvolvendo um sistema flex para o motor 1.0 turbo que equipa o Stonic vendido por aqui. Como no SUV compacto, a motorização teria a tecnologia híbrida-leve.
O presidente da Kia afirma que a adoção desse conjunto híbrido flex ajudaria nesta matemática de produção local. Esse conjunto ainda não move o K3, que usa motores 1.4 e 1.6 aspirados nos mercados onde é vendido na América do Sul, como Argentina e Uruguai.
Sucessor do Cerato e Sorento a diesel estão nos planos

Outro modelo cobiçado por Gandini é o K4, também feito no México. O sedã médio é oferecido em diversos mercados como sucessor do Cerato, cujas vendas foram interrompidas no Brasil em 2023.
Assim como o K3 Sedan, sua chegada está condicionada indiretamente ao aumento no índice de produção local no México, já que isso viabilizaria sua importação sem o imposto de importação.

O K4 está disponível em duas opções de motorização: a 1.6 turbo de 193 cv e 26,9 kgfm de torque máximo e a 2.0 aspirada, de 149 cv e 18,2 kgfm. Seus principais rivais são Toyota Corolla, Honda Civic e Nissan Sentra.
Apesar de voltar suas atenções para a eletrificação, a Kia não vai abrir mão dos motores de combustão. Gandini confirmou o lançamento do Sorento a diesel em 2025 e ressaltou que a Kia está “com bastante demanda” pelo utilitário Bongo, que é montado no Uruguai.
