A chegada dos dois veículos deve alavancar a posição da Kiat no ranking de vendas, até agora limitado praticamente a uma participação de 2,42% no segmento de comerciais leves nos primeiros seis meses do ano.
A operação vive um bom momento sob o comando de José Luiz Gandini. Com o suporte da marca na Coréia e beneficiado pela relação cambial, ele ganha aliados importantes na expansão da rede de revendedores.

Ari Ribeiro: confiança no futuro da Kia.
Ari Ribeiro, que atuou 23 anos na área comercial da Volkswagen, acaba de assumir o posto de gerente de vendas da Kia, que tem sede em Itu, SP.
“A proposta surgiu como uma boa oportunidade e estou animado com as boas perspectivas da marca” – disse o executivo a Automotive Business.
“A Kia vive uma fase de crescimento global e terá presença expressiva no Brasil” – garante, destacando a evolução do design como um ponto de destaque na percepção da marca.
Kia no Uruguai
Dino Arrigoni, diretor que acompanha a trajetória da Kia desde os primeiros momentos da implantação da operação, em 1992, compartilha do entusiasmo do recém-chegado Ari.
“As relações com a Kia na Coréia são muito boas. Criamos também uma plataforma de exportação importante no Uruguai, onde temos uma linha de montagem” – explica.
A gestão da unidade uruguaia obedece a um modelo diferenciado. A montagem do caminhão superleve Bongo foi terceirizada junto à Nordex, que também produz caminhões para a Renault no país vizinho. A Kia cede o ferramental necessário e tem como representante direto na unidade o brasileiro João Pessoa, ex-Automotiva Usiminas.
Sabe-se que houve tentativas de acordo com a Magna e Usiminas Automotiva para conduzir a montagem, mas não aconteceu o entendimento necessário.
Soul em Salto?
Então a Kia não terá fábrica no Brasil? Arrigoni esclarece que há uma instalação pronta para receber uma linha de montagem em Salto, SP. “Vamos esperar um pouco para decidir” – afirma.
Sem ser conclusivo, Arrigoni deixa escapar que o próprio Soul seria um candidato a ser montado no interior paulista. O Cerato também estaria entre as possibilidades.
Pelo menos o motor já estaria pronto. “A engenharia coreana já tem uma versão flex do motor a gasolina” – garantiu o executivo a Automotive Business.
Mercosul
Com 40% de nacionalização do Bongo a Kia Motors do Uruguai conquistou uma cota de 2.500 unidades para exportação livre de impostos no Mercosul. Em 2010 o índice subirá para 50% e em 2011 para 60%, quando a empresa não dependerá mais de solicitar cotas.
O Bongo é um veículo com PBT abaixo de 3,5 toneladas e classificado, pelo critério da Anfavea, com um comercial leve – como o HR da Hyundai. O modelo é oferecido em diversas versões, que incluem rodagem simples, rodagem dupla e até uma versão com tração 4×4.