Para a empresa, a cota máxima de 4,8 mil veículos por ano que podem ser importados sem o adicional de 30 pontos no IPI não compensa a inscrição como importadora, já que o programa pede contrapartidas de eficiência energética, investimentos e pesquisa e desenvolvimento e adesão ao Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro.
A Kia é a maior importadora independente do País e foi uma das empresas que teve os negócios mais afetados pelo Inovar-Auto. A companhia via suas vendas acelerarem ao ritmo de dois dígitos antes do anúncio do aumento do IPI para carros importados de fora do Mercosul e do México. No primeiro quadrimestre de 2011 a empresa vendeu 25,2 mil carros no Brasil. Com o aumento do tributo, as vendas diminuíram para 13,9 mil unidades entre janeiro e abril do ano passado e ficaram em 9,9 mil veículos no mesmo período deste ano.
A empresa estuda a instalação de uma fábrica no Brasil. Ainda não foi definido se o projeto será conduzido apenas pela matriz coreana ou se terá parceria com o Grupo Gandini. O executivo aponta que, até que a decisão seja tomada, a importadora ficará fora do Inovar-Auto.