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Kia pode fechar o ano com queda acima dos 35%

A Kia deve fechar o ano com queda superior a 35% na comparação com 2015. A média mensal de vendas da marca no Brasil, que no ano passado superava 1,3 mil veículos por mês, está atualmente abaixo de 840 unidades. “Devemos fechar 2016 com 10 mil a 11 mil unidades”, estima o presidente da empresa, José Luiz Gandini.
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cria

23 jun 2016

2 minutos de leitura

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O executivo falou a Automotive Business durante o lançamento do Sportage 2017 (leia aqui). Sem fábrica própria e com cota de importação restrita a 4,8 mil unidades, Gandini, que também preside a Abeifa (associação que reúne importadores e alguns fabricantes), batalha com o governo a retirada dos 30 pontos extras de IPI, mas ele sabe da dificuldade de obter êxito no momento: “Com as discussões atuais e a operação Lava Jato, a tributação de importados se tornou um assunto banal para eles”, afirma Gandini.

Nem mesmo a chegada em setembro do sedã Cerato vindo da nova fábrica mexicana anima Gandini: “Os carros vindos de lá ficam livres do imposto de importação, mas ainda pagam os 30 pontos extras de IPI”, diz o executivo. “E como a unidade começou a produzir recentemente, o custo do investimento ainda não foi amortizado e por isso os carros que vierem para cá neste momento não deverão custar menos.” O preço atual do sedã no Brasil é de R$ 72.990. De lá também virá o Rio, mas só em 2017, provavelmente no primeiro ou segundo bimestre.

PRODUÇÃO DO BONGO SERÁ RETOMADA

Outro problema enfrentado pela Kia é a queda no mercado de caminhões. O modelo Bongo teve apenas 521 mil unidades emplacadas de janeiro a maio, 57,3% a menos que nos mesmos meses de 2015.

A produção do modelo vendido no Brasil ocorria na empresa uruguaia Nordex e foi interrompida no início do ano. “Ela será retomada no fim de agosto ou início de setembro”, diz Gandini. Segundo ele, a rede Kia tem estoque atual de 350 a 400 unidades do pequeno caminhão.

Sobre os modelos chineses da Geely, cuja produção também ocorria no Uruguai, o executivo repete apenas que a operação é inviável neste momento pelo baixo volume de vendas no Brasil e pela desvalorização cambial.