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Kia venderá até 65 mil veículos em 2012

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cria

03 abr 2012

4 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB
Se o governo não pregar mais nenhuma peça na Kia Motors do Brasil, a empresa fechará 2012 com 60 mil a 65 mil carros, ao menos na expectativa do presidente da empresa, José Luiz Gandini(foto ao lado), e de seu diretor de vendas, Ary Jorge Ribeiro. Nas 12 horas que antecederam as recentes determinações do regime automotivo, nenhum deles tinha esperança de que houvesse redução dos atuais 30 pontos porcentuais extras de IPI que afetaram as vendas da marca.

“Levei uma proposta ao Pimentel (ministro) com base em nosso desempenho recente, pleiteando alguma fórmula que resultasse em abatimento proporcional no IPI”, diz Gandini. “No dia 14 de abril receberei no Canadá o prêmio de maior revendedor mundial da Kia de 2012”, afirma. Por aqui, no entanto, ele continua se queixando das medidas que afetaram mais os seus importados que aqueles vindos do México.

Gandini mantém sua posição em não falar sobre fábrica no Brasil. “Fui proibido por eles (os coreanos). Não há nada concreto, juro pelos meus filhos”, diz, refutando também a possibilidade de a Hyundai de Piracicaba produzir modelos Kia.

Gandini ainda opinou a respeito da tributação ideal para importadores com projetos de fábrica no Brasil: “O ideal seria ter um desconto inicial (no IPI) para continuar vendendo. Hoje temos uma rede formada e eles (os concessionários) têm de convencer o fabricante a vir para cá. O grande trunfo é a nossa rede”, afirma o presidente da Kia Motors do Brasil. Gandini evitou todas as perguntas relacionadas à marca chinesa Geely, que estaria trazendo ao Brasil. “Vamos falar só de Kia hoje”, disse, esquivando-se e encerrando a entrevista coletiva.

DIRETOR DE VENDAS ARY JORGE RIBEIRO CONFRONTA NÚMEROS DE 2011 E 2012

Kia:

Ao lado de Gandini no evento de apresentação do Kia Optima, o diretor de vendas da Kia, Ary Jorge Ribeiro (foto acima), revelou dados sobre a queda e retomada das vendas da Kia: “Fechamos 2011 com 2,25% do mercado brasileiro. Como consequência da alta do IPI, nossas vendas caíram 50%. Não tínhamos estoques e os primeiros novos lotes já vieram com o novo IPI. Mas estamos nos recuperando. Em janeiro tivemos 1,13% do mercado, em fevereiro, 1,18% e em março, 1,54%. Devemos terminar o ano com 2,05%”, acredita Ribeiro.

A virada de ano mostra diferenças importantes no mix de vendas da Kia, motivadas pela renovação da linha. O sedã Cerato, que terminou 2011 com 27%, fechou o primeiro trimestre com 13%. O Soul também perdeu participação, de 23% para 14% nos três primeiros meses deste ano. O caminhão Bongo segue o caminho inverso. Os 13% de 2011 subiram a 22% neste primeiro trimestre.

E a chegada de um novo motor causou impacto positivo no utilitário Sportage. Em 2011 ele representava 11% das vendas da marca e essa fatia passou a 18% com a adoção da tecnologia bicombustível em 2012. Vale dizer que havia uma demanda reprimida pelo lançamento, que chegou às revendas na segunda quinzena de janeiro e foi apresentado à imprensa no início do mês seguinte.