
Para falar sobre a operação da marca austríaca controlada no Brasil pela Dafra, Automotive Business entrevistou o gerente de marcas José Ricardo Siqueira. Até o momento as vendas das motos ocorriam em cinco concessionárias exclusivas KTM, que vendiam as motos de enduro, as importadas 1190 Adventure e que recentemente receberam um primeiro lote de 120 unidades da 390 Duke. São lojas em capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “Nossa ideia agora é ampliar a capilaridade e estudamos em conjunto com candidatos preencher espaços no Norte e Nordeste”, afirma Siqueira.
Com a chegada da linha Duke se inicia uma segunda fase, em que serão abertas as primeiras lojas Dual Brand (Dafra/KTM). “Elas terão identificação externa e interna. O layout foi desenvolvido pelo estúdio responsável pelo design de motos KTM, como ocorre com o Pininfarina para a Ferrari”, recorda. Três unidades Dual Brand serão abertas no Estado do Rio de Janeiro, quatro em São Paulo e também estão programados pontos como estes para Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Florianópolis (SC).
A Dafra vem negociando com seguradoras para oferecer preços competitivos em seguros, já que motos nacionais semelhantes à linha Duke (como a Yamaha 250 Fazer e a Honda CB 300R) têm índices elevados de furto e roubo: “A negociação com as companhias de seguro não é uma tarefa fácil, mas o que motiva o roubo é o mercado negro de peças e este não é o caso da Duke por ser um produto novo”, recorda Siqueira.
A KTM foi o maior fabricante europeu de motos em 2014, com 158,8 mil unidades produzidas e faturamento de € 864,6 milhões. No primeiro semestre de 2015 sua produção superou em 25,6% o mesmo período do ano passado e o faturamento cresceu 49,7%. A empresa é controlada pela Cross Industries/Pierer Group e pela indiana Bajaj.