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Mário Curcio, AB
Recentemente, a Ford concluiu um investimento de US$ 4 milhões num novo laboratório de consumo e emissões em Tatuí (SP). A obra atende às necessidades do projeto global B 515, ou seja, a próxima geração do EcoSport. O carro está em fase adiantada e será vendido não só no Brasil, mas em outros mercados mundiais. Por isso era preciso ampliar as instalações. “Importamos o combustível de qualquer país e fazemos os testes aqui”, recorda o responsável pelo laboratório, Astor Vieira da Silva Filho. “A gasolina da Argentina, por exemplo, não tem etanol como a nossa.”
Filho fala da atualização dos equipamentos: “Estamos alinhados com os laboratórios mais modernos de toda a Ford.”Em Tatuí, as três unidades de emissões e consumo são chamadas de “células”. A primeira é de 1980, a segunda de 2000 e a recente foi concluída em julho. “Todo carro que entra aqui tem de cumprir objetivos de consumo, de emissões e desempenho.” Credenciado pelo Inmetro, o local realiza testes para determinação de emissões, desenvolvimento e calibração de motores, homologação de veículos, controle de qualidade de produção e avalia a durabilidade de componentes relacionados às emissões.
Segundo a Ford, são realizados 5 mil a 6 mil testes por ano e as instalações funcionam em três turnos, sempre para a Ford. “Não dá para prestar serviço a terceiros pela demanda interna”, afirma Astor Filho. O campo de provas de Tatuí tem mais de 30 anos. Foi inaugurado em outubro de 1978. Até então os testes de veículos eram todos feitos em vias públicas, quase sempre no interior de São Paulo ou em rodovias de acesso ao litoral paulista.