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Land Rover: fábrica depende de exceção ao regime automotivo

A definição da fábrica brasileira da Land Rover permanece suspensa até que o governo valide as regras do novo regime automotivo. A empresa negocia condição diferenciada, com a definição de regras específicas para empresas que produzem baixos volumes. A condição beneficiaria ainda a BMW, que também tem projeto para construir uma planta nacional (leia aqui). “Com quantidades menores, temos mais dificuldade para amortizar investimentos”, explica Flavio Padovan, presidente da marca para o Brasil.
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Giovanna Riato

11 jul 2012

1 minutos de leitura

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O executivo aponta que é difícil atender as exigências do regime automotivo mesmo considerando a condição já definida para as novas entrantes. Montadoras com investimentos programados para o País, como é o caso das chinesas JAC e Chery, receberão de volta em forma de crédito tributário parte do IPI adicional recolhido quando suas fábricas iniciarem atividades.

Segundo Padovan, o alívio terá de ser maior para atrair investimentos de marcas premium, como é o caso da Land Rover. O executivo afirma que a fábrica sairia do papel se o governo flexibilizasse a exigência de processos produtivos realizados no Brasil e conteúdo regional dos carros.

Mesmo sem a confirmação de que a exceção será feita, Padovan ainda mostra disposição para negociar a fábrica. O executivo tem discutido o investimento nos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “O Brasil é estratégico para os nossos negócios globais.”