
Ao lado das fabricantes chinesas, a empresa acumula uma série de notas baixas nos testes de impacto do Latin NCAP. Em novembro do ano passado, a entidade divulgou ranking que apontava a General Motors como a montadora com pior performance ao levar em conta o número de veículos testados e as notas obtidas (leia aqui). Ironicamente, a companhia assinou no início de janeiro deste ano acordo com o governo dos Estados Unidos. A parceria, que engloba também outras empresas, tem o objetivo de reduzir o número de acidentes e defeitos de segurança nos carros, evitando campanhas de recall.
Diante desta iniciativa, o Latin NCAP cobra que a GM assuma a mesma postura na América Latina, onde ainda são vendidos carros que não são contam com airbags, como o Aveo, produzido no México, que não chega ao mercado brasileiro justamente por não oferecer o dispositivo obrigatório no País. O objetivo é que a empresa pare de vender na região todos os carros que não receberam sequer uma estrela na classificação de segurança da organização, que vai de uma a cinco estrelas, sendo a última a nota máxima.
María Fernanda Rodríguez, presidente do Latin NCAP, enviou carta à líder da companhia solicitando o encontro. “Espero que a senhora Barra concorde em realizar uma reunião para podermos adotar exatamente o mesmo enfoque proativo na América Latina que aquele que a General Motors acaba de acordar para ser aplicado nos Estados Unidos”, declarou na mensagem.