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Latin NCAP deverá refazer teste do Volkswagen Up!

Os testes de segurança realizados pelo Latin NCAP com o Volkswagen Up! fabricado no Brasil, divulgados na segunda-feira, 13, que consagram o modelo como primeiro compacto da América Latina a ganhar nota máxima (leia aqui), deverão ser refeitos futuramente, quando o carro começar a ser vendido normalmente nas concessionárias.
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Redação AB

14 jan 2014

2 minutos de leitura

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Em entrevista a Automotive Business, Alejandro Furas, diretor técnico do Global NCAP, explicou que esta primeira avaliação, patrocinada pela Volkswagen, foi feita antes de o veículo começar a ser vendido, o que deve acontecer só a partir de março. Por isso, seguindo os critérios da organização para esse tipo de procedimento, a unidade testada foi selecionada por um auditor da entidade em meio ao lote produzido na fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP). O carro foi escolhido entre alguns que se encontravam prontos para serem embarcados às revendas. Quando isso acontece, para averiguar a segurança dos carros que estão sendo usados pelos consumidores, o Latin NCAP tem por norma refazer os testes de colisão após o início das vendas.

A reavaliação, que também será patrocinada pela Volkswagen, ainda não tem data marcada, mas o procedimento é diferente nesse caso. Segundo Furas, o Latin NCAP irá adquirir uma unidade do Up! em uma concessionária qualquer de forma anônima, para enviá-lo ao laboratório da Adac na Alemanha, onde serão realizados os mesmos crash-tests. Depois a Volkswagen reembolsará as despesas. O diretor diz que será considerada a menor nota obtida de ambos os testes. “Esperamos que o modelo apresente nível igual ou maior de segurança. O Latin NCAP assegura que a Volkswagen não saberá qual unidade será avaliada”, afirma Furas.

Além dos testes pagos pelas montadoras, seja antes ou depois do início das vendas, o Latin NCAP também patrocina testes próprios, em que compra anonimamente alguns dos carros mais vendidos de cada mercado e assume todos os custos envolvidos.

O diretor do NCAP salienta que é importante testar automóveis que ainda não começaram a ser vendidos, pois os resultados podem ajudar os consumidores durante a decisão da compra. “Não foi fácil chegar a este procedimento transparente que possibilita a seleção do veículo ainda na fábrica. Mas vale lembrar que é obrigação do governo exigir que os automóveis cumpram os requisitos mínimos de segurança”, conclui. O Brasil ainda não conta com laboratórios de crash-test independentes das montadoras, que executam todos os testes e apenas enviam o resultado aos órgãos competentes.