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controle eletrônico de estabilidade

Latin NCAP só dará 5 estrelas se tiver ESC

O Latin NCAP, Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e Caribe, aumentará o rigor de seus testes a partir de 2016 para conceder a pontuação máxima de segurança aos veículos: só receberão cinco estrelas os modelos equipados com controle eletrônico de estabilidade (ESC) que forem aprovados nas avaliações, além de apresentar bom desempenho nos tradicionais testes de impactos frontal, lateral e contra poste. Para ganhar quatro estrelas, os veículos deverão alcançar boa pontuação nos impactos frontais e laterais, além de ser aprovados no teste ESC.
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Redação AB

04 mar 2015

3 minutos de leitura

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Todos os modelos também terão de mostrar um bom resultado em impactos lateral e frontal para manter o mesmo nível de estrelas que já atingiram com a norma atual. No crash test lateral serão instalados dois sistemas de retenção infantil (SRI), com dois dummies criança, como já acontece no impacto frontal, para verificar a proteção infantil oferecida em caso de colisão lateral.

Vale lembrar que no Brasil nenhum modelo oferecido no mercado vem com o ESC de série, exceto por algumas versões ‘topo de linha’.

ESFORÇO GLOBAL

Os novos protocolos de avaliação para 2016 estarão na pauta da Conferência Global Ministerial, promovida pela ONU como parte da Década de Ação pela Segurança Viária, agendada para os dias 18 e 19 de novembro deste ano em Brasília. Além disso, o Latin NCAP planeja divulgar dados com mais frequência do que em anos anteriores: para 2015, estão previstos resultados de testes em abril, julho, setembro, novembro e dezembro.

A entidade afirma esperar que essa importante reunião mundial impulsione os governantes da América Latina a aplicar, em sua totalidade, as regulamentações da ONU mais importantes em matéria de segurança viária, como as normas 94 e 95 para impactos frontais e laterais.

“O Latin NCAP continua preocupado com a falta de critérios de desempenho e de requisitos de conformidade de produção (CoP) em algumas normas de proteção do ocupante em países da região”, informa em nota a entidade. As normas que deveriam ser adotadas aplicam o critério de desempenho, medido, em geral, por meio dos níveis de lesões em um dummy no teste de colisão, sem importar qual tecnologia está sendo aplicada para protegê-los. “Os requisitos CoP garantem que o desempenho de segurança de um modelo se mantenha a partir da aprovação original durante todo o período de venda desse modelo nos mercados da região.”

Para o Latin NCAP, esses testes de segurança teriam maior eficácia se os países da região adotassem o sistema regulatório da ONU para a segurança veicular, adotada em abril, que pede a todos os estados membros para fazer maior uso desses instrumentos legais.

Até agora, quase um ano depois da divulgação do novo sistema regulatório para segurança viária da ONU, apenas o Equador em toda a América Latina adotou recentemente a normativa, entre eles a UN 94 de proteção do ocupante em batida frontal, UN 95 de proteção em impacto frontal, UN 16 para cintos de segurança, isofix e UN 13 e UN 14 para freios e ABS.