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Le mal du siècle

Na última reunião dos Conselhos do Sindipeças e Abipeças foi-nos apresentado projeto do Governo de São Paulo para que os fabricantes de autopeças sejam os responsáveis por cobrar todos os impostos que a cadeia de distribuição teria de recolher e que, em boa parte, são sonegados no processo de distribuição depois de saírem das fábricas e antes de chegarem aos seus consumidores. Alguns Estados, como Minas Gerais, já o adotam e com a adesão de São Paulo espera-se a extensão a todos os Estados da União.
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Redação AB

09 nov 2007

2 minutos de leitura

Baseia-se o legislador paulista em que, a exemplo do que já se comprovou em outros segmentos industriais, haveria um aumento significativo na arrecadação estadual após essa medida. E isso representaria um golpe mortal na informalidade, tão decantada como “Le Mal du Siècle” do nosso setor.

Por essa medida inibidora da concorrência desonesta que os sonegadores praticam, pagar-se-á o preço dos aumentos de custo, da burocracia e do quadro de pessoal administrativo, o que nos afasta mais e mais dos padrões de excelência administrativa do mundo globalizado das autopeças.

Considero esse corretivo um recurso abominável. Estamos atacando o efeito e não a sua causa. Usa-se a velha fórmula latina de legislar, criar leis para vender facilidades, ao invés de fazer uma abordagem direta ao problema como fazem os anglo-saxões. A única medida que viria a reduzir a informalidade é a redução dos impostos. E só essa deveria ser nossa bandeira.

Ainda tenho presente o que aconteceu quando o imposto de renda, sobre os salários mais altos, caiu da faixa de 35% para 25%: houve um aumento substancial nos salários reportados pelas empresas de recrutamento para os executivos. Para minha surpresa não era aumento, era o fim do salário por fora que se praticava para os cargos de confiança na grande maioria das empresas brasileiras.

A carga tributaria é o verdadeiro “Mal du Siècle” do Brasil!