
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou em outubro medida que visava democratizar o uso de EVs no país. Uma espécie de leasing social, para famílias de baixa renda, estabelecia mensalidades de € 100 para o aluguel dos carros elétricos. No entanto, governo e montadoras conseguiram reduzir o valor para € 40, o equivalente a R$ 214 em conversão direta.
Além das mensalidades subsidiadas, o programa não prevê nenhum tipo de entrada e garante ainda carregamento grátis, em alguns casos, por até seis meses. Para poder aderir ao leasing social, residentes da França têm de ter renda anual que não ultrapasse € 15.400 (cerca de R$ 82 mil).
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São também requisitos o compromisso de rodar mais de 8 mil quilômetros com o veículo e morar a pelo menos 15 km de distância do local de tranalho. Cidadãs e cidadãos elegíveis firmam contrato de locação de três anos com opção de compra do carro elétrico ao final do período. Custos referentes ao seguro são devidamente cobertos e há possibilidade de cancelamento em caso de morte ou desemprego.
A fim de estimular a indústria local, o leasing social do governo Macron prima por carros elétricos produzidos na França, mas também oferece modelos feitos em outros territórios do continente europeu. A França, vale frisar, tem como objetivo fabricar ao menos 1 milhão de EVs em 2027.
Já estão disponíveis para locação por meio do programa modelos compactos como o Renault Twingo E-Tech, a um custo de € 40 mensais, e o Peugeot e-208, que sai por € 99 ao mês. Também serão oferecidos Fiat 500e, Opel Corsa-e e o Citroën ë-C3 – variante zero combustão do compacto cotada para vir ao Brasil.
Segundo análise do site “Electrek”, especializado em mobilidade elétrica, o leasing social proposto pelo governo francês terá “início lento”. O programa, que já começa a partir de janeiro, deverá ter cerca de 20 mil contratos em seu primeiro ano. A administração Macron diz que pelo menos 4 milhões de pessoas no país podem aderir ao serviço de locação. Com isso, há margem para que o projeto ganhe ainda mais corpo de 2025 em diante.