
Os Estados Unidos foram os primeiros a regular o componente. “Eu procurava um foco antes de fundar a empresa e daí, com a legislação norte-americana, surgiu a oportunidade e decidi entrar no segmento”, conta Aliber Hsu, CEO da companhia. O executivo, que trabalhou por 11 anos na Mitsubishi antes de ter o próprio empreendimento, projetou que o sistema passaria a ser exigido em outros países também. O palpite foi certeiro e a novidade deve chegar a diversos mercados no médio prazo. Em Taiwan a legislação entra em vigor no ano que vem; na Rússia, em 2016; China e Japão também já sinalizaram a obrigatoriedade do sistema nos próximos anos.
Apesar de ser jovem, com apenas oito anos, a organização ostenta contratos de fornecimento dos componentes eletrônicos na China, Japão, Europa e Estados Unidos. Além da presença no mercado de reposição, a companhia fornece componentes originais para Mitsubishi, General Motors, Toyota e Geely.
FOCO NO SEGMENTO
Para garantir o sucesso do negócio, Aliber Hsu traçou objetivos bem claros desde a fundação da Orange. “Não podíamos competir em preço com a China, então tínhamos que focar em tecnologia. Além disso, era necessário priorizar um só segmento, já que iríamos concorrer com empresas de autopeças com um século de história. A atuação não poderia ser tão ampla”, explica.
A empresa enfrenta cinco concorrentes no fornecimento de sistemas de monitoramento da pressão dos pneus: Schrader, Pacific Industry, TRW, Continental e Beru. “São poucos fornecedores para o mercado global, que pode alcançar 50 milhões de componentes por ano”, estima. Segundo ele, as legislações de segurança e meio ambiente impulsionarão a demanda por componentes originais e, nos anos seguintes, haverá expansão no mercado de reposição.
Com a atuação tão segmentada, a Orange se empenha na divulgação dos benefícios que a obrigatoriedade do sistema pode trazer. Dessa forma, mais mercados podem adotar a novidade. “Estamos preparados e interessados em compartilhar essas informações. Os governos precisam ser pressionados para aderir.” Segundo ele, houve pressão forte da indústria para que o governo taiwanês decidisse regular o componente.
BRASIL
Apesar de o Brasil estar, ao menos por enquanto, fora da rota dos países em que é compulsório o uso de sistema de monitoramento da pressão dos pneus, Hsu mantém forte interesse no mercado nacional. “Vamos buscar negócios no Brasil, principalmente no segmento de caminhões”, determina. Segundo ele, mesmo sem regulamentação, é interessante implementar a tecnologia em veículos comerciais para obter a melhor performance da frota.
O CEO da Orange vê ainda possibilidades no aftermarket e com montadoras com quem já mantém parceria em outros países. “A Toyota, por exemplo, para quem fornecemos no Japão, pode ser uma oportunidade”, avalia.
