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Letícia Costa: efeito da redução do IPI será menor

Para Letícia Costa, presidente da Booz & Company, são ainda incertas e voláteis as perspectivas para a indústria automobilística em 2009. Para ela, o momento é de descontinuidade e as regras existentes não mais se aplicam. “Enquanto os Estados Unidos enfrentam uma recessão, os mercados emergentes crescem, embora em taxas mais modestas” – afirmou.
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paulo

11 mai 2009

2 minutos de leitura

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Ela fez essa análise dia 11 de maio durante o seminário AutoData Revisão das Perspectivas, em São Paulo, no Hotel Sheraton WTC.

Olhando mais de perto a realidade brasileira, a executiva considera que na área de passageiros e comerciais leves os cenários são melhores, com o crédito voltando aos patamares pré-crise e a redução do IPI contribuindo para uma elevação das vendas de veículos. Ela entende que daqui em diante o impacto da redução do imposto será menor. “A confiança do consumidor também está mais baixa, com a renda em declínio” – afirmou.

A situação é mais difícil para o segmento de caminhões, já que há muitos investimentos suspensos em diversas áreas da economia e só agora o agronegócio dá sinais de recuperação. “Não se pode esquecer que estamos entrando em recessão” – adverte.

Para Letícia o Brasil automotivo dependerá essencialmente da evolução do mercado interno, já que as exportações estão seriamente comprometidas pela situação econômica do México e Argentina, nossos principais parceiros.

Ela entende que a produção local em 2009 deverá ficar entre 2,7 milhões a 2, 8 milhões de unidades (foram 3,2 milhões em 2008). As vendas no mercado doméstico devem se situar entre 2,5 milhões e 2,7 milhões de unidades.

Letícia disse que a rentabilidade sobre as vendas do setor de autopeças foi de 5% em 2008 e há diversas pressões sobre o desempenho das empresas este ano. Ela cita, por exemplo, o aumento de ociosidade, que cresceu de 8% em outubro para 25% em março; a necessidade de capital de giro, diante do ajuste abrupto da cadeia de suprimentos; e a redução das exportações, que atingiu o nível de 42% no primeiro trimestre.