
“As vendas de veículos leves caminham bem, sob o impacto da redução do IPI. Esse segmento tem um desempenho expressivo em relação ao ano passado e também em comparação com os diversos mercados internacionais. Mas o governo não deve manter o estímulo fiscal por mais tempo” – afirma.
Para a executiva, o setor de pesados ainda está longe de repetir o desempenho do início de 2008 e sua recuperação dependerá da melhora na atividade econômica e da disponibilidade de crédito.
Letícia adverte que é preciso olhar mais atentamente para o nível de produção da indústria, que vem sendo duramente afetado pela queda das exportações. “A cadeia de produção está mais atenta para a velocidade das linhas de montagem do que para os emplacamentos” – diz.
Ela lembra que os parceiros internacionais do Brasil estão em situação difícil, como é o caso da Argentina e do México. Este último sofre com a derrocada do mercado automotivo norte-americano e enfrenta agora os efeitos da gripe suína.
Em fevereiro Letícia estimava que a produção local este ano fecharia um pouco acima de 2,6 milhões de unidades, para um mercado interno de 2,3 milhões de unidades.
Em fevereiro o Sindipeças projetava uma produção anual de 2.697 veículos, com vendas internas de 2,231 milhões de unidades e exportação de 466 mil unidades.
As previsões da Anfavea divulgadas no início de abril estão um pouco acima: mercado interno de 2,71 milhões de unidades, com produção de 2,86 milhões de veículos – considerando o fim da redução do IPI no final de junho.