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Licenciamentos de veículos leves avançam 13% no ano

Setor acumula 1,77 milhão de unidades até setembro, na soma de automóveis e comerciais leves
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Redação AB

02 out 2018

2 minutos de leitura

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Os licenciamentos de veículos leves cresceram 13,1% no acumulado de janeiro a setembro em comparação com iguais meses do ano passado, ao atingir o volume de 1,77 milhão de unidades, na soma dos licenciamentos de automóveis e comerciais leves. Os números foram divulgados na terça-feira, 2, pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, que hoje contam com 7,4 mil pontos de venda no País.


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Com 1,51 milhão de unidades emplacadas nos nove meses do ano, as vendas de automóveis subiram 12% na comparação anual. Nos comerciais leves, a alta foi de 19%, para 268,1 mil unidades.

No resultado isolado de setembro, o volume licenciado chegou a 204,7 mil unidades, representando aumento de 5,7% quando comparado com mesmo mês de 2017. No entanto, o volume foi 14,4% menor do que o verificado em agosto. Segundo o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, a queda se deve exclusivamente ao menor número de dias úteis de setembro (19) contra os de agosto (23).

Por outro lado, o executivo mostra que embora as vendas tenham caído no comparativo mensal, a média diária cresceu 3,6%, passando de 10,4 mil em agosto para 10,7 mil em setembro. Para Alarico, o controle da taxa de juros e a baixa inadimplência aliadas à maior confiança do consumidor estão sustentando o mercado de veículos leves.

“O que vende carro é juro barato: temos visto também o aumento da aprovação de crédito para o setor: a cada dez propostas, 4,5% são aprovadas. Este índice foi de 3% nos anos da crise, como 2015 e 2016 e ainda o vimos no primeiro semestre de 2017”, lembra.

Segundo a consultora econômica Tereza Maria Dias, da MB Associados, que atende a Fenabrave, o segmento de automóveis aponta para a tendência de curva ascendente do mercado.
“Vale ressaltar também que que a crise começou em 2013 primeiro com queda no mercado de automóveis, o mesmo segmento que antecipou a retomada.”

Por causa do bom desempenho, a Fenabrave revisou pela terceira vez as previsões para o ano e agora espera um desempenho muito melhor do que o previsto anteriormente.