O comportamento nestes cinco meses indica que a GM deverá repetir este ano a liderança de mercado conquistada em 2016, assim como o Onix deverá repetir a condição de líder por modelo.
A montadora, no entanto, sofre da dependência de apenas dois modelos: o Onix sozinho vendeu 68.321, quase a metade do volume total da montadora (142.216). Já a família Onix/Prisma é responsável por nada menos do que 65,3% das vendas totais da GM no Brasil.
Embora a maioria dos modelos da marca tenha aumentado as vendas este ano, o volume total, fora da família Onix, é de 49,3 mil unidades, num total de nove modelos: Spin (+12,6% e 9.121 unidades), S10 (+29,4% e 10.787), Montana, Cruze, Cruze hatch, Cobalt, Captiva, Tracker, Camaro e Trailbrazer.
O balanço mostra também a recuperação da Ford, que no ano passado perdeu o quarto lugar no ranking. A marca apresentou um extraordinário crescimento este ano, nada menos que 13,4%, superando por apenas 318 unidades a coreana Hyundai, ambas com 9,4% de participação.
As outras duas marcas tradicionais, Fiat e Volkswagen, venderam este ano menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado: a alemã perdeu 3,6% e a italiana 9,5%, mas ambas mantiveram suas posições no ranking: a Fiat em segundo e a Volkswagen em terceiro lugar.
Toyota (+ 2,4%) e Renault (+ 4,1%) também aumentaram as vendas este ano, ligeiramente acima do índice do mercado, enquanto a Honda cresceu, mas ficou abaixo da média (+ 1,5%).
Já a Jeep dobrou o volume de vendas em relação aos cinco meses de 2016, e a Nissan também teve crescimento expressivo: + 38,7%.
Esse foi o comportamento das dez marcas mais vendidas no Brasil este ano. Na lista da 11ª à 30ª, apenas mais cinco apresentaram aumento de vendas, sendo quatro delas de superluxo: Jaguar, Porsche e Lexus, além de Suzuki e JAC.
Veja na tabela abaixo a posição de cada uma das 30 marcas mais vendidas no ranking dos cinco primeiros meses do ano e a evolução porcentual em relação ao mesmo período do ano passado:

QUINZENA FRACA
Com 83.187 unidades emplacadas em 11 dias úteis, o mercado de carros fechou a primeira quinzena de maio com queda de vendas, sinal de que o crescimento no mês passado não foi consistente. Foram vendidos 3,6% a menos e a venda diária voltou ao patamar das 7 mil unidades: 7.836 carros/dia.
LUZ DIURNA SERÁ OBRIGATÓRIA
A lei que obriga o motorista acender o farol durante o dia nas rodovias acabou levando o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, a determinar a instalação de “luzes diurnas de rodagem” (DLR) em todos os projetos novos de veículos a partir de 2021: os carros atuais devem ter o equipamento a partir de 2023, mas se uma montadora lançar um modelo novo em 2021, ele já tem que vir com o equipamento. O equipamento é de LED e deve ser ligado automaticamente quando for dada a partida no carro, de modo que não haverá problema de o motorista esquecer de acender o farol.
UM LUBRIFICANTE PARA VUC
O VUC é a alternativa à restrição de circulação de caminhões em zonas centrais nas cidades, por isso o segmento vem crescendo e já começam a surgir produtos específicos para eles. É o caso de um óleo desenvolvido pela Mobil e recomendado a veículos que trabalham em condições severas: velocidade reduzida, rodando o dia todo, desligando e ligando o motor toda hora. O novo óleo faz uma rápida lubrificação em todas as partes do motor, o que contribui para reduzir os danos no veículo.
KOMBI, DE ONDE VEM ESSE NOME?
O nome Kombi é uma abreviação, adotada no Brasil, para o termo em alemão Kombi- nations- fahrzeug, que significa “veículo combinado”, ou “combinação do espaço para carga e passageiros”. A pronúncia é combinacionfairzoiga.
MAIS CICLOVIAS, MAIS BICICLETAS
Existem hoje no Brasil mais de 60 milhões de bicicletas e diversos municípios do País despertaram para essa tendência apenas nos últimos anos. Entre 2014 e 2017, a malha cicloviária praticamente dobrou nas capitais de estados, de 1,4 mil km para 3 mil km. Ciclofaixas e ciclorotas correspondem hoje a quase 3% da malha viária total dos municípios.