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Adriano Rishi

Liderança automotiva é branca, masculina e engenheira, mas quer mudar

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Giovanna Riato

28 out 2021

6 minutos de leitura

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A maioria da população brasileira é feminina e negra, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar disso, o perfil de quem comanda as empresas do setor automotivo é bastante diferente disso: a esmagadora maioria dos profissionais é composta por homens brancos. A boa notícia é que é crescente o desejo dos próprios tomadores de decisão por mudar esse cenário.

A informação é da terceira edição da pesquisa Liderança do Setor Automotivo, feita por Automotive Business em parceria com a Mandalah e a MHD Consultoria. O estudo ouviu 1.894 profissionais do segmento em posição de média gestão (coordenação e gerência) e alta gestão (diretoria, vice-presidência, presidência).

 


Este texto integra o especial Liderança do Setor Automotivo
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Para fazer o download do estudo, preencha o formulário abaixo:


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O perfil da liderança

A conclusão é que 93% das pessoas que estão nas posições mais elevadas da hierarquia da indústria automotiva são homens. E não há indíscio de uma grande mudança no curto e médio pazo, já que a média gestão é 85% masculina, então são poucas as mulheres sendo preparadas para ascender profissionalmente nos próximos anos. Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, traz uma visão crítica sobre o tema:

“Precisamos criar um ambiente para atrair os melhores talentos que compartilhem dos nossos valores, mas, de fato, existem barreiras. Para superar isso é importante fazer diagnósticos, fortalecer as mulheres para as próximas etapas do desenvolvimento, abrir oportunidades desde a base e ter metas para as lideranças”, avalia.

Quando se trata de etnia, a desigualdade é ainda mais acentuada. As pessoas negras, que são as maioria dos brasileiros, têm participação de apenas 3% na alta gestão e de 11% na média gestão. A falta de representatividade não é algo exclusivo do setor automotivo, mas do mundo corporativo em geral. Pesquisa do Quero Bolsa com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que somente 3,7% dos cargos de liderança em geral são ocupados por pretos e pardos em São Paulo.

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A formação e a idade de quem toma as decisões

Outro grupo com maioria clara no topo da pirâmide automotiva são os profissionais cuja principal formação é em Engenharia. Esse é o perfil de 50% dos entrevistados da pesquisa. O dado é coerente com um segmento tão dependente dessa área de conhecimento, mas mostra um risco para o desenvolvimento do setor no futuro, já que novas competências são cada vez mais necessárias para encarar a aceleração digital e as mudanças de comportamento em relação ao carro e à mobilidade.

Quando se trata do perfil etário, a Geração X, de profissionais com entre 41 e 55 anos tem presença dominante. Um ponto de atenção é a ausência de profissionais da Geração Z, com até 25 anos. Apesar de ser natural que as pessoas cresçam profissionalmente conforme amadurecem, muitas empresas de setores como varejo e tecnologia investem para ter representatividade jovem na média gestão, o que garante maior potencial de inovação e competitividade.

Para Aksel Krieger, CEO do BMW Group Brasil, tornar a liderança mais diverso é essencial:

“A diversidade é uma questão de sobrevivência porque, no futuro, sem um time diverso, você não conseguirá lidar com as dificuldades do dia a dia. Vemos que, quanto mais plural é a equipe, mais performance ela tem. Então é muito importante desenvolver isso no nosso mercado”, diz.

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Engajamento em diversidade aumenta

Apesar do retrato ainda muito homogêneo da liderança automotiva, há um indicador positivo para o futuro: o desejo de mudança. Houve aumento do interesse dos próprios profissionais em posição de decisão de tornar suas empresas mais plurais e representativas.

Diversidade e inclusão foi apontado como um tema de alta relevância para 48% das lideranças. No estudo realizado em 2019 esse índice era de apenas 33% dos respondentes, enquanto 31% indicavam que era um assunto de baixa relevância. Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil, admite que o tema é desafiador:

“Por mais que a gente coloque muita energia nos temas de diversidade e inclusão, o resultado assusta porque às vezes porque leva mais tempo do que gostaríamos. É uma questão de antecipação de movimentos, como em um jogo de xadrez, de fazer uma análise do processo seletivo e entender se há influência de vieses inconscientes durante a tomada de decisão”, observa.

Lirmann, do Grupo Volvo, complementa: “Estamos em movimento, com avanços, mas aquém do necessário e precisamos acelerar muito para os próximos anos.” A evolução pode ainda não aparecer nos números, mas a liderança já sabe a direção.