Líderes do primeiro semestre
O cenário de batalha pelas vendas teve poucas mudanças nos seis meses iniciais do ano. Alguns segmentos conheceram novos líderes, como a station Mégane Grand Tour e a consolidação aparente do Picasso entre monovolumes médios. Utilitários médios e grandes foram reclassificados, em razão dos lançamentos, revelando a liderança inconteste do Tucson e a confirmação dos Pajeros. Bons aumentos de participação tiveram Fit e Montana.
Antes era fácil classificar os concorrentes para formar um ranking técnico. Hoje, não basta só examinar a distância entre eixos. Torna-se vital ver a largura da carroceria e, em alguns casos, até o preço. É o caso da dupla Logan/Sandero.
Muita coisa pode-se alterar nesse segundo semestre. A principal disputa será entre o novo Gol – hatch campeão, há 21 anos, no segmento mais importante do mercado – e a dupla Palio+Siena. Como o carro da VW terá aceleração lenta de produção, não deve dar para voltar à situação anterior, quando sozinho vendia mais que os dois rivais juntos.
Merecerá observação o poder de reação do novo Corolla. Esperava-se uma escalada rápida em direção ao Civic, mas o ritmo parece não ser esse. Palio Weekend deve retomar a liderança com facilidade.
O ranking da coluna, organizado há nove anos e compilado por Paulo Garbossa, da ADK, difere dos malabarismos de marketing das fábricas. Não são citados todos os modelos e sim os principais de cada segmento.
Compactos: Palio+Siena, 19,6%; Gol, 15,4%; Celta+Prisma, 12,1%; Corsa hatch+sedã+Classic, 11,3%; Uno, 8,2%; Fox, 7,4%; Fiesta hatch+sedã, 5,7%; Logan+Sandero, 4,6%; Ka, 3,5%; Polo hatch+sedã, 3,4%; 206, 2,9%; Punto, 2,7%; C3, 2,1%. Novo Gol vai apertar família Palio; Ka e Logan/Sandero em expansão.
Médios-compactos: Civic, 21%; Vectra hatch+sedã, 15%; Corolla, 11,4%; Astra hatch+sedã, 11,3%; Golf+Bora+Jetta, 7,7%; C4 hatch+sedã, 6,9%; Focus hatch+sedã, 6,2%; Stilo, 5,7%; 307 hatch+sedã, 5,3%. Civic, firme; Corolla deve superar Vectras.
Médios-grandes: Fusion, 43%; Azera, 19%; Mercedes C, 10%; Accord, 6%; BMW 3, 5%; Magentis, 4,9%. Fusion, sem ameaças. Notáveis vendas do Azera e Classe C.
Grandes: Omega, 41%; Chrysler 300, 25%; BMW 5/6, 10%. Omega ampliou, Chrysler reagiu.
Topo: Mercedes S/CL, 53%; BMW 7, 15%; Lexus 430, 11%. Classe S ainda subindo.
Stations pequenas: SpaceFox, 32%; Palio, 28%; Peugeot 206, 21%. Palio vai passar SpaceFox.
Stations médias: Mégane, 41%; Corolla, 33%; 307, 13%. Mégane, nova líder.
Monovolumes pequenos: Fit, 41%; Idea, 27%; Meriva, 23%. Fit ampliou a vantagem.
Monovolumes médios: Picasso+Grand, 42%; Zafira, 37%; Scénic+Grand, 17%. Líder tende a se consolidar.
Pickups pequenas: Strada, 47%; Montana, 26%; Saveiro, 21%. Montana reage, sem ameaçar Strada.
Pickups médias: S10, 29%; Hilux, 22%; L200, 20%. S10, firme; L200, em ascensão.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 72%; Pajero TR4, 13%; Tracker, 12%. EcoSport bem tranqüilo.
Utilitários esporte médios: Tucson, 47%; Sportage, 14%; Santa Fe, 10%. Território dos coreanos.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Sport, 30%; Hilux SW4, 26%; Blazer, 9%. Liderança apertada.
Esporte: Mercedes SLK, 22%; Boxster+Cayman, 18%; Audi TT, 13%. SLK está sob pressão.
Alta Roda nº 481
[email protected]
16 de julho de 2008.
RODA VIVA
Ghosn pode anunciar produção do Livina
Expectativa para a vinda do brasileiro Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, ao Congresso da Fenabrave (associação nacional das concessionárias), agora em agosto. Na sua palestra, dá-se como certo que anunciará a produção do monovolume Nissan Livina, na fábrica de São José dos Pinhais (PR). É o início da reação da marca japonesa no País.
Mercado russo cresce mais que o brasileiro
Conforme previsto pela coluna, mercado de veículos na Rússia cresce mais do que no Brasil. No primeiro semestre, passamos Itália, França e Inglaterra. Não deu para segurar os russos, com o aumento das rendas provenientes dos preços nas alturas de petróleo e gás. Mais provável ficarmos em sexto lugar e, em mais dois anos, ultrapassar a Alemanha.
Navegação não emplaca no Sandero Nokia
O Sandero, na versão especial Nokia, deve mesmo se limitar à série prevista de 5.000 unidades. Nada contra o carro, que dispõe de motor potente (1,6L/112 cv com álcool), bom espaço interno/porta-malas e engates da alavanca de câmbio não tão precisos. Entretanto, a experiência de navegação pelo telefone celular mostrou-se fraca: falhas nos mapas digitais e narração da rota interrompida.
Riscos crescentes do álcool para o motorista
O diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) Alberto Sabbag pondera: “Quem se acidenta com um veículo e tiver ingerido bebida alcoólica, corre mais risco de perder a vida, pois a dilatação dos vasos aumenta eventuais hemorragias. Também é mais arriscada a aplicação de anestesia”
Para não entortar a placa na Ford Ranger
A Ford resolve, no fim do mês, o problema na Ranger da nova placa de licenciamento – mais larga – exigida pelo Contran. Desde o início do ano, só podia ser colocada no pára-choque traseiro se fosse entortada. A fábrica desenvolveu um novo suporte, que estará disponível sem custo para todos os compradores da picape em 2008.
Antes era fácil classificar os concorrentes para formar um ranking técnico. Hoje, não basta só examinar a distância entre eixos. Torna-se vital ver a largura da carroceria e, em alguns casos, até o preço. É o caso da dupla Logan/Sandero.
Muita coisa pode-se alterar nesse segundo semestre. A principal disputa será entre o novo Gol – hatch campeão, há 21 anos, no segmento mais importante do mercado – e a dupla Palio+Siena. Como o carro da VW terá aceleração lenta de produção, não deve dar para voltar à situação anterior, quando sozinho vendia mais que os dois rivais juntos.
Merecerá observação o poder de reação do novo Corolla. Esperava-se uma escalada rápida em direção ao Civic, mas o ritmo parece não ser esse. Palio Weekend deve retomar a liderança com facilidade.
O ranking da coluna, organizado há nove anos e compilado por Paulo Garbossa, da ADK, difere dos malabarismos de marketing das fábricas. Não são citados todos os modelos e sim os principais de cada segmento.
Compactos: Palio+Siena, 19,6%; Gol, 15,4%; Celta+Prisma, 12,1%; Corsa hatch+sedã+Classic, 11,3%; Uno, 8,2%; Fox, 7,4%; Fiesta hatch+sedã, 5,7%; Logan+Sandero, 4,6%; Ka, 3,5%; Polo hatch+sedã, 3,4%; 206, 2,9%; Punto, 2,7%; C3, 2,1%. Novo Gol vai apertar família Palio; Ka e Logan/Sandero em expansão.
Médios-compactos: Civic, 21%; Vectra hatch+sedã, 15%; Corolla, 11,4%; Astra hatch+sedã, 11,3%; Golf+Bora+Jetta, 7,7%; C4 hatch+sedã, 6,9%; Focus hatch+sedã, 6,2%; Stilo, 5,7%; 307 hatch+sedã, 5,3%. Civic, firme; Corolla deve superar Vectras.
Médios-grandes: Fusion, 43%; Azera, 19%; Mercedes C, 10%; Accord, 6%; BMW 3, 5%; Magentis, 4,9%. Fusion, sem ameaças. Notáveis vendas do Azera e Classe C.
Grandes: Omega, 41%; Chrysler 300, 25%; BMW 5/6, 10%. Omega ampliou, Chrysler reagiu.
Topo: Mercedes S/CL, 53%; BMW 7, 15%; Lexus 430, 11%. Classe S ainda subindo.
Stations pequenas: SpaceFox, 32%; Palio, 28%; Peugeot 206, 21%. Palio vai passar SpaceFox.
Stations médias: Mégane, 41%; Corolla, 33%; 307, 13%. Mégane, nova líder.
Monovolumes pequenos: Fit, 41%; Idea, 27%; Meriva, 23%. Fit ampliou a vantagem.
Monovolumes médios: Picasso+Grand, 42%; Zafira, 37%; Scénic+Grand, 17%. Líder tende a se consolidar.
Pickups pequenas: Strada, 47%; Montana, 26%; Saveiro, 21%. Montana reage, sem ameaçar Strada.
Pickups médias: S10, 29%; Hilux, 22%; L200, 20%. S10, firme; L200, em ascensão.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 72%; Pajero TR4, 13%; Tracker, 12%. EcoSport bem tranqüilo.
Utilitários esporte médios: Tucson, 47%; Sportage, 14%; Santa Fe, 10%. Território dos coreanos.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Sport, 30%; Hilux SW4, 26%; Blazer, 9%. Liderança apertada.
Esporte: Mercedes SLK, 22%; Boxster+Cayman, 18%; Audi TT, 13%. SLK está sob pressão.
Alta Roda nº 481
[email protected]
16 de julho de 2008.
RODA VIVA
Ghosn pode anunciar produção do Livina
Expectativa para a vinda do brasileiro Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, ao Congresso da Fenabrave (associação nacional das concessionárias), agora em agosto. Na sua palestra, dá-se como certo que anunciará a produção do monovolume Nissan Livina, na fábrica de São José dos Pinhais (PR). É o início da reação da marca japonesa no País.
Mercado russo cresce mais que o brasileiro
Conforme previsto pela coluna, mercado de veículos na Rússia cresce mais do que no Brasil. No primeiro semestre, passamos Itália, França e Inglaterra. Não deu para segurar os russos, com o aumento das rendas provenientes dos preços nas alturas de petróleo e gás. Mais provável ficarmos em sexto lugar e, em mais dois anos, ultrapassar a Alemanha.
Navegação não emplaca no Sandero Nokia
O Sandero, na versão especial Nokia, deve mesmo se limitar à série prevista de 5.000 unidades. Nada contra o carro, que dispõe de motor potente (1,6L/112 cv com álcool), bom espaço interno/porta-malas e engates da alavanca de câmbio não tão precisos. Entretanto, a experiência de navegação pelo telefone celular mostrou-se fraca: falhas nos mapas digitais e narração da rota interrompida.
Riscos crescentes do álcool para o motorista
O diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) Alberto Sabbag pondera: “Quem se acidenta com um veículo e tiver ingerido bebida alcoólica, corre mais risco de perder a vida, pois a dilatação dos vasos aumenta eventuais hemorragias. Também é mais arriscada a aplicação de anestesia”
Para não entortar a placa na Ford Ranger
A Ford resolve, no fim do mês, o problema na Ranger da nova placa de licenciamento – mais larga – exigida pelo Contran. Desde o início do ano, só podia ser colocada no pára-choque traseiro se fosse entortada. A fábrica desenvolveu um novo suporte, que estará disponível sem custo para todos os compradores da picape em 2008.
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16 jul 2008
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