
São justamente essas três as únicas marcas entre as 10 mais vendidas que registraram crescimento de vendas no primeiro semestre. Nesse universo que representa 92% dos veículos leves vendidos no País, todas as outras sete fabricantes apresentaram quedas nos emplacamentos, sendo que cinco acima da média geral de 7,3%, uma em linha com o mercado e somente uma teve retração abaixo do índice médio.
Houve apenas uma mudança na ordem de colocação no ranking, mas importante: a General Motors subiu da terceira para a segunda posição, ainda que com retração nas vendas de 8,6% em relação ao mesmo período de 2013, que fez a fabricante perde 0,24 ponto porcentual de market share, para 17,64%.
Ainda assim, foi menos do que perdeu a Volkswagen, com o maior recuo de vendas entre as quatro líderes de mercado. Os emplacamentos da marca caíram 15% e a participação declinou 1,6 ponto, para 17,61% – ainda que por pouco, foi o suficiente para perder para a GM a segunda posição do ranking, descendo para a terceira colocação no semestre. Essa movimentação acontece mais por problemas da Volkswagen do que méritos da GM. Este ano, a marca alemã parou de fabricar dois veículos de volume, o Gol G4 e a Kombi. Além disso, as vendas do Up! só começaram em março. Com preços pouco atraentes em relação à concorrência, o novo compacto ainda não emplacou – foi apenas o 12º mais vendido em junho.
Apesar de também apresentar queda de vendas acima da média de mercado, a Fiat segue líder absoluta, com participação de 21,6% no semestre, o que significou perda de 0,63 ponto porcentual em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Os emplacamentos recuaram quase 10% na comparação semestre contra semestre. Se por um lado a marca não apresentou lançamentos relevantes, ainda consegue fazer boa política de preços para continuar no topo.
A Ford não teve novidades e ficou na mesma na primeira metade deste ano: a retração de vendas de 7,48% foi quase igual a do mercado em geral e o market share permaneceu estacionado em 9% (houve imperceptível recuo de 0,02 ponto), mantendo a marca na quarta posição.
OS GANHADORES
Na quinta posição, com boa política de preços a Renault teve o segundo maior crescimento no período de vendas fracas. Os emplacamentos da marca avançaram quase 8%, com ganho de quase 1 ponto de participação, que subiu para 6,96%.
Logo atrás, com share também 1 ponto maior em relação ao ano passado, para 6,89%, a Hyundai continua a surfar no sucesso do HB20, o sexto carro mais vendido do País no primeiro semestre, e agora com a ajuda do também montado no Brasil ix35, cujas vendas cresceram 25,5% este ano. Com essa combinação, a marca coreana manteve sua sexta colocação e obteve o maior crescimento de emplacamentos no período, de 9,7%.
Com crescimento mais modesto, de 3,5% no semestre, a Toyota lidera entre as marcas japonesas, na sétima posição do ranking, graças à estratégia de ter pendido para o segmento de maior volume do mercado brasileiro com o compacto Etios, que já preenche o topo da capacidade de produção da fábrica de Sorocaba (SP). O lançamento da nova geração do Corolla também ajudou na conquista de mais 0,55 ponto de market share, para 5,32%.
Logo abaixo vêm as outras duas marcas japonesas. Na oitava posição, a Honda teve queda de 5,5% nos emplacamentos do primeiro semestre, mas manteve sua participação de 3,9%quase intacta. Explica o recuo a renovação no mesmo período de dois dos seus três modelos mais vendidos, o Fit e o Civic.
A Nissan vivencia experiência parecida, com início de sua produção nacional na nova fábrica em Resende (RJ) e a introdução do novo March. Com isso, teve a maior queda de vendas entre as 10 mais do ranking, de 16,2% na comparação semestral de 2014 contra 2013. Mas se manteve na nona posição, com participação de quase 2% (1,96%).
Sem novidades, a Citroën permaneceu estacionada na décima posição, com share de 1,88% (imperceptível perda de 0,04 ponto), mas seu volume de emplacamentos no semestre caiu consideráveis 9,5%. Ainda assim, está melhor que sua marca irmã na PSA, a Peugeot, cujas vendas caíram 18,7% e fizeram a francesa descer para a 12ª posição do mercado, com participação de apenas 1,43% (perda de 0,2 ponto), pela primeira vez atrás até da Mitsubishi, 11ª mais vendida com 1,78% do mercado total, com leve crescimento de 0,36% no período.
