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Lifan terá linha de motores no Uruguai

A chinesa Lifan passará a montar motores em sua fábrica uruguaia em 2014. “Isso faz parte de nosso acordo comercial com o país vizinho, que requer aumento, em valor, do conteúdo regional dos atuais 40% para 50% em 2014 e 60% em 2015”, explica o diretor de marketing da Lifan do Brasil, Luiz Zanini. Até o fim do ano que vem, a empresa investirá US$ 200 milhões.
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cria

31 jul 2013

3 minutos de leitura

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“Em 2015 passaremos a montar e pintar as carrocerias no Uruguai”, diz. Com essas mudanças, a empresa poderá valer-se do regime tributário do Mercosul, com exportações ao mercado brasileiro livres do imposto de importação de 35% e dos 30 pontos porcentuais extras de IPI. A montagem dos motores será feita em uma área ampliada da planta de San José, ao lado de Montevidéu.

A Delphi seria uma parceira certa nessa nova etapa da Lifan no Mercosul, inclusive no desenvolvimento da tecnologia flexível, em conjunto com o centro de pesquisa e desenvolvimento da fabricante chinesa, mas ainda não se sabe quando os Lifan poderão utilizar gasolina ou etanol no tanque.

A planta de San José terá de montar ao menos três motores: 1.3 para as picapes, 1.5 para o sedã pequeno LF 530 e 1.8 para o sedã médio LF 630 e o utilitário esportivo X60. Todos têm quatro cilindros e utilizam cabeçotes de 16 válvulas. O mais moderno é o 1.8. Tem bloco e cabeçote de alumínio.

O mais simples é o 1.3, que não conta com comandos de válvulas variáveis. Os principais componentes desses propulsores serão fornecidos pela China. Zanini falou a respeito de diálogos com fabricantes instalados no Brasil e Mercosul, mas não definiu outros nomes. Esses propulsores devem sair desmontados de Chongqing, na China, em forma de kits.

LINHA CHINESA: ATÉ 200 MIL MOTORES/ANO

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Produção de motores Lifan ocorre em Chongqing. Na imagem à direita, funcionários fazem teste prático, acionando o propulsor com gasolina (Fotos: Mário Curcio)

Na unidade de Chongqing, eles são montados em uma linha com capacidade para 200 mil motores por ano. Bloco e cabeçote são produzidos por terceiros e não dentro da fábrica. A mão de obra da seção de motores é bem jovem, com média etária de 24 anos, segundo a Lifan, mas não é difícil encontrar ali metalúrgicos com 18 anos e a legislação local permite contratações a partir dos 16.

Para o Uruguai não se sabe quantas contratações essa nova operação implicará, até porque a pretensão de mercado da fabricante para o Brasil é pequena, entre 12 mil e 15 mil unidades em 2014.

Atualmente, o único veículo Lifan feito em San José é o utilitário esportivo X60. A planta o recebe parcialmente desmontado, mas já pintado. Na linha uruguaia ocorre a montagem das portas, do motor, tapeçaria e acabamentos internos, instalação elétrica. Pneus, rodas, escapamento e bateria são produzidos no Mercosul.

Para 2013 a Lifan promete o início da produção e vendas da picape Foison, uma cabine simples equipada com motor 1.3 de 16 válvulas. A fabricante também montará no Uruguai a cabine dupla Seasion e estaria estudando a produção uruguaia do furgão ou minivan (derivados da mesma família das picapes) para suprir o vazio que a Volkswagen Kombi deixará quando parar de ser fabricada pela falta de airbags e freios com sistema antitravamento (ABS).