
O modelo sai semidesmontado de uma fábrica em Chongqing, na China (veja aqui), e segue para Montevidéu, onde são instalados vidros, portas, motor, câmbio e componentes internos. Essa linha uruguaia é a mesma de onde vêm o utilitário esportivo X60 e a picape utilitária Foison. Todos utilizam componentes enviados da China, inclusive as carrocerias, que saem de lá armadas e pintadas.
Ar-condicionado, direção eletroassistida, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico são todos itens de série no LF 530. Os freios a disco nas quatro rodas também. “Queremos vender cerca de 300 unidades por mês num primeiro momento e chegar a 4 mil LF 530 em 2015”, afirma o diretor comercial, Jair Oliveira. A meta total para os três carros é de 12 mil unidades.
Além de acreditar no bom custo-benefício do modelo, a Lifan aposta em um segmento que cresceu 56% no Brasil de 2008 a 2013, enquanto o mercado como um todo evoluiu 34%.
Com o LF 530, a Lifan tentará atrair clientes de outros sedãs nacionais como Chevrolet Prisma, Fiat Siena, Hyundai HB20S, Renault Logan, Toyota Etios e Volkswagen Voyage. Claro, também vai enfrentar concorrentes de origem chinesa como Chery Celer e JAC J3.

Sedã pequeno da Lifan tem 4,3 metros de comprimento, 2,55 metros de entre-eixos e chega para brigar num segmento que cresceu 56% de 2008 a 2013. Versão Talent traz central multimídia com câmera de ré e navegador GPS
Segundo pesquisa da Lifan, 82% dos possíveis compradores são homens. Do público total, mais da metade têm entre 20 e 40 anos e ao menos um filho. O projeto do LF 530 tem pontos favoráveis à família, como porta-malas de 475 litros, assoalho plano no banco traseiro e distância entre eixos de 2,55 metros.
BOA LISTA DE EQUIPAMENTOS
Além dos itens citados, a versão de entrada tem rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina, som com CD player, rádio AM/FM com entradas auxiliares e sensor traseiro de estacionamento. Para o carro completo há também um pacote extra de R$ 1,5 mil com revestimento de couro para os bancos e luzes diurnas com LEDs.
COMO É O NOVO SEDÃ NA PRÁTICA
Automotive Business rodou cerca de 80 quilômetros com o LF 530 pela região de Campinas. Em estrada o desempenho é aceitável, mas falta força em rotações baixas, apesar do comando variável para as válvulas de admissão, e é preciso reduzir marchas com alguma frequência. Já existem entendimentos para transformar esse motor em flex, mas isso pode demorar mais de um ano, segundo o responsável pelo departamento de engenharia, Jean Ricard. O pedal da embreagem é pesado, mas o câmbio tem engates fáceis.
Na cidade o carrinho manda bem e tem bom espaço nos bancos dianteiros. Atrás, a ausência do túnel central melhora o conforto de quem vai no meio, mas bom mesmo é viajar em dois ali. O porta-malas tem boa capacidade. O navegador GPS precisa melhorar. O mapa é pouco detalhado e deixa dúvidas, por exemplo, sobre o momento de manter-se na pista principal ou sair para a marginal ou ainda pegar a próxima saída ou a outra adiante.
Os materiais de acabamento utilizados no painel e interior estão abaixo da média no confronto com os concorrentes nacionais.

Versão Talent tem como opção pacote de R$ 1,5 mil que inclui bancos de couro e luzes diurnas de LED. Assoalho traseiro plano facilita a vida dos passageiros. Motor 1.5 a gasolina tem 16 válvulas, comando variável para admissão e produz 103 cavalos. Porta-malas leva 475 litros de bagagem