
“Esperamos vender cerca de 500 unidades por mês”, afirma o diretor de marketing, Luiz Zanini. A produção no Mercosul inclui o uso de componentes do Uruguai, da Argentina e do Brasil. Pneus, rodas, baterias, chicotes elétricos e vidros são alguns desses itens. “Em valor, o conteúdo local está acima de 50%”, diz o gerente de engenharia, Jean Paul Ricard.
A operação no país vizinho não inclui pintura ou armação da carroceria, mas em 2014 ficou um pouco mais complexa com a abertura de uma linha onde são montados os motores, que no início vinham inteiros da China.
O QUE MUDOU NO MODELO 2016
As alterações no X60 foram pequenas. As mais perceptíveis estão na grade dianteira, que trocou as barras horizontais por verticais, e nas lanternas traseiras, ainda por LEDs, mas com nova distribuição interna. As caixas de roda receberam uma moldura plástica e o motor, uma cobertura. As rodas da versão Vip têm agora 18 polegadas.
Versão Vip (esquerda) tem rodas de 18 polegadas e teto solar. Grade dianteira e lanternas traseiras são diferentes na versão 2016 e as caixas de roda agora têm moldura plástica
O câmbio foi trocado por outro modelo e teve as relações de primeira, ré e do diferencial encurtadas. Ainda não há opção automática nem há previsão de quando chega. Os amortecedores foram recalibrados e as molas a gás da tampa traseira também. Ficou mais fácil abrir e fechar o porta-malas. A nova central multimídia agora utiliza tela sensível ao toque. A Lifan alterou a espuma dos bancos e o revestimento, que ainda é de couro sintético.
COMO É O UTILITÁRIO ESPORTIVO
Automotive Business dirigiu o X60 por cerca de 30 quilômetros em estrada. O carro mantém características como a boa posição de dirigir e o grande espaço para quem viaja no banco traseiro. O porta-malas tem 405 litros. É maior que o do Ford EcoSport (362 litros) e menor que o do Renault Duster 4×2 (475 litros).
O Lifan permanece bem equipado. Tem câmera de ré, sensores traseiros de estacionamento e a central multimídia inclui navegador GPS. O X60 traz também freios a disco nas quatro rodas, sistema Isofix para engate de cadeirinhas infantis. Vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico são todos de série. O ar-condicionado e direção assistida também.
Apesar da mudança na transmissão, o motorista ainda estranha o engate da quinta marcha nas primeiras tentativas, como na geração anterior. As acelerações em segunda marcha são lentas e as retomadas em quarta marcha a 100 km/h também. Para ultrapassar em estrada, boa mesmo só a terceira marcha. O X60 utiliza um motor 1.8 de 16 válvulas e 128 cavalos. Talvez pelo trajeto de nosso primeiro test drive (em 2013 no Uruguai), essa falta de agilidade não havia sido notada antes.