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Agência Estado
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, minimizou nesta sexta-feira, 26, a quebra da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul e os impactos das perdas nas lavouras para a produção de etanol. Mesmo com uma redução de entre 50 milhões e 70 milhões de toneladas de matéria prima entre as safras 2010/2011 e 2011/2012 – o correspondente a toda produção do Nordeste, ou ainda da Tailândia, terceiro produtor mundial de cana – o ministro classificou a perda como “pequena” e “conjuntural”.
“Houve uma pequena quebra de safra, conjuntural, episódica e que acontece sazonalmente com todos os produtos do mundo”, disse Lobão, após a cerimônia de inauguração da destilaria São José, em Colina (SP). O ministro lembrou que os produtores já importam etanol para suprir a demanda e garantiu que o governo monitora a oferta do combustível para evitar o desabastecimento. “Importamos etanol suficiente para manter o mercado abastecido e a garantia que o governo poder dar é que não haverá falta do produto nas bombas”, afirmou o ministro.
Ele citou ainda outras medidas, tomadas no início deste ano, para aumentar a oferta futura do combustível. “O governo transferiu para o Ministério das Minas e Energia a questão do etanol, determinou à Petrobras que ingresse fortemente na produção de combustível e a fatia (da estatal no setor) saltará de 5% para 12% em 2015”, afirmou.
Lobão citou a existência de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil para investimentos em canaviais e ainda a criação de um estoque regulador do combustível, mesmo sem explicar quando essa retenção de oferta será feita. “Estamos na fase de organização do sistema e os estoques terão de ser feitos com os produtores”.
O ministro não quis comentar se haverá redução da mistura do anidro à gasolina, hoje em 25%, para até 18%. “Se precisar, reduziremos”. Ele garantiu, por fim, que não haverá problema para o caixa da Petrobras caso a companhia precise ampliar a importação de gasolina na entressafra de cana para compensar o aumento no consumo por conta da oferta restrita de etanol. “Se for necessário para o equilíbrio, importaremos; a Petrobras é sólida e está muitíssimo bem de caixa, como mostrou no balanço recém-publicado”, concluiu.