No ano passado, a participação das locadoras nas vendas do setor automotivo foi de 7,85%, sendo que a Fiat manteve a liderança de vendas entre as locadoras, com 31,08% de participação na frota do setor, seguida pela Volkswagen, com 24,39%. General Motors, com 18,20%, figura na terceira posição, enquanto Ford e Renault, com 6,32% e 5,79%, respectivamente, ocupam quarta e quinta colocação. Demais marcas somaram 14,22% de participação.
O número de usuários do setor passou de 18,6 milhões em 2011 para 20,2 milhões no ano passado em todo o País. Em 2012, mais da metade das locações, 57%, foram destinadas para a terceirização (locação de frotas inteiras de veículos para empresas), 19% para o turismo e lazer (pessoas físicas em férias) e 24% para o turismo de negócios (pessoas físicas, viagens a trabalho).
O crescimento poderia ter sido maior, defende o presidente da entidade, Paulo Gaba Jr., argumentando a falta de incentivo nos financiamentos para o setor. “As locadoras permaneceram com os veículos, em média, por 18 meses, quando o ideal seria a troca do veículo após, no máximo, 14 meses. Com mais apoio de nossos parceiros de negócios, principalmente instituições financeiras e também as montadoras de automóveis, poderíamos ter comprado muito mais.”
O executivo acrescenta que a importância do setor de locação de veículos se reflete no recolhimento de impostos, que no ano passado somou R$ 2,05 bilhões nas esferas federal, estadual e municipal. Gaba também aponta a geração e manutenção de empregos no setor, que encerrou o ano com 293,7 mil postos de trabalho.
PERSPECTIVAS
O presidente da Abla estima crescimento de dois dígitos este ano, assim como a média anual do setor, de 10%. Gaba lembra que em 2012 o setor enfrentou dificuldades em função da mudanças das regras relacionadas ao IPI dos automóveis, que dificultaram o movimento de vendas dos seminovos pelas locadoras.
“O setor aluga automóveis. Essa é nossa atividade fim. Não somos revendedores, porém também não somos colecionadores. Faz parte do negócio o momento de desmobilizar ativos e, nesse sentido, também é importante que as regras do jogo não mudem repentinamente, dificultando o planejamento das empresas”, disse Gaba.
O pacote do IPI exigiu do setor um planejamento cauteloso, principalmente com relação à renovação da frota, ao mesmo tempo em que houve queda de preço dos veículos seminovos.
“Em 2013, será essencial para o nosso setor a redução nas taxas dos financiamentos para as locadoras de automóveis. Em 2012, os bancos ganharam condições excepcionais para colocar mais dinheiro no mercado e precisam fazê-lo, de fato, durante este novo ano, junto ao nosso setor. Nenhum setor gera caixa como o nosso. Isso, por si só, já implica em excelente garantia para os bancos e um incentivo para que sejamos financiados com mais vigor”, conclui.