
“Crescemos o dobro do PIB”, afirma Paulo Gaba Júnior, diretor de relações institucionais da entidade. A frota das companhias de aluguel aumentou 8,24% de 2012 para 2013, atingindo 529,9 mil unidades.
A idade média dos veículos recuou pouco no período, de 18 para 17,5 meses. “O ideal seriam 13 a 14 meses, mas falta crédito tanto para compra dos carros novos como no momento da revenda dos usados”, diz Gaba Jr.
Durante a apresentação dos números, o executivo abordou alguns fatos que afetam a rentabilidade das locadoras: “A obrigatoriedade de airbags e freios com ABS elevou os preços dos automóveis, mas não podemos repassar esses valores. E o aumento da oferta de modelos e de fabricantes locais nos obriga a aumentar a variedade de modelos disponíveis para locação.” Os números mostram, contudo, que de 2012 para 2013 a participação de modelos de luxo recuou de 10% para 6%, enquanto a dos carros 1.0 subiu de 53% para 58%.

Entre as tendências observadas em locadoras no restante do mundo, Gaba Jr. diz que o Brasil vem acompanhando o aumento da demanda por utilitários esportivos pequenos, station wagons e por modelos com câmbio automático. Ele lamenta a falta de políticas que favoreçam o uso de modelos híbridos ou elétricos, comuns em locadoras no exterior.
LOCADORAS VERSUS COPA: 0X0
Sobre o torneio mundial de futebol, o diretor da Abla diz: “A gente cresce porque o Brasil cresce. Nosso setor não vive de grandes eventos”, diz Paulo Gaba Júnior. “A Copa tem efeitos positivos e negativos e um acaba anulando o outro. Se por um lado ela beneficia as locações específicas, também prejudica aquelas do turismo de negócios (…) Vários outros eventos deixam de ocorrer nesse período. O que fica de legado para o setor é a experiência receptiva. Todo o mundo melhorou suas locadoras e treinou funcionários”, recorda.
PERFIL DO NEGÓCIO
A Terceirização de frotas continua ganhando espaço entre as locadoras. Em 2013, a modalidade subiu um ponto porcentual em relação ao ano anterior e deteve 58% de participação nos negócios. Esse pontinho foi roubado do turismo de negócios, que caiu de 24% para 23%. O turismo de lazer manteve estáveis 19%.
Em 2013, as empresas associadas à Abla passaram a 2.596 unidades, crescimento de 17,1% sobre o ano anterior. Os empregos do setor evoluíram de 293,7 mil para 309 mil de 2012 para 1013, acréscimo de 5,2%. Ainda de acordo com a Abla, a contribuição com impostos passou nesse período de R$ 2,05 bilhões para R$ 2,15 bilhões, alta de 4,9%.