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Eduardo Magossi, Agência Estado
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a Logum, empresa que vai administrar o alcoolduto a ser construído para ligar o Centro-Oeste ao litoral do Sudeste, poderá usar seus centros de coleta de etanol como unidades armazenadoras dos estoques reguladores do governo.
Empresa formada pela Petrobras, Cosan, Copersucar, Odebrecht e Uniduto, a Logum tem hoje tancagem para armazenamento de 800 milhões de litros. Para que isso ocorra, Costa disse que a Logum terá de ser remunerada pelo governo por meio de um programa de estocagem, que seria criado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
O executivo afirma que no percurso do alcoolduto, de 1,3 mil km, haverá vários centros de coleta, que servirão para captar o etanol produzido em cada região e também o que chegar via sistema rodoviário, ferroviário e hidroviário. “Seria uma boa oportunidade para aumentar a utilização dessa tancagem se ela for utilizada também como armazenadora de etanol de estoque regulador do governo”, disse.
Costa disse que a primeira fase do alcoolduto, entre Paulínia e Ribeirão Preto (SP), será entregue em janeiro de 2013. Em junho de 2013 está prevista a entrega da segunda fase do projeto, que estende o alcoolduto até Uberaba (MG). “A previsão é de que todo o trajeto, com capacidade de transporte de 20 bilhões de litros por ano, esteja pronto em outubro de 2015”, afirmou. O trajeto hidroviário deve ser entregue em outubro de 2013.
Questionado sobre a competitividade que a logística multimodal do alcoolduto irá trazer para o setor, Costa disse que o transporte via duto trará redução de custos de “dois dígitos”. O executivo disse que não pode revelar o número oficial porque ele ainda está em estudo.