
O jornalista considera que a reviravolta da Ford ainda não está completa, mas o resultado financeiro demonstra que o plano de Mulally está funcionando, como resultado de mudanças estruturais baseadas no fechamento de fábricas, eliminação de operações não essenciais e corte de custos.
Hoffman afirma que a situação não poderia ser imaginada alguns anos atrás, quando a Ford, junto com outras companhias de Detroit, tinham obsessão por market share e os contratos com os sindicatos trabalhistas exigiam que fábricas mantivessem portas abertas mesmo sem clientes para seus veículos.
Os japoneses adequaram a produção à demanda, uma lição que a Ford parece ter aprendido para chegar ao lucro e ganhar participação.
No ano passado a Ford perdeu US$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre. Agora, mostrando resultados melhores que os esperados e com uma linha de produtos renovada, a companhia assiste a GM e Chrysler pagando o preço de recorrer a empréstimos do governo para sua recuperação e a Toyota ainda mergulhada na crise provocada pelo chamado recall do acelerador.
Mulally, que esteve recentemente no Brasil anunciando o reforço dos investimentos locais, é prudente e afirma ser cedo para declarar vitória. Para ele, o ambiente de negócios ainda permanece desafiador e há excesso de capacidade na indústria automotiva global.
Foto: Alan Mulally, presidente da Ford/divulgação