
O lucro líquido da Fras-le aumentou 22,7% no primeiro semestre ao atingir os R$ 37,8 milhões contra os R$ 30,8 milhões apurados em igual período do ano passado, informa em balanço divulgado na quarta-feira, 9. A margem líquida fechou em 9,6%, alta de 2,3 pontos porcentuais sobre o resultado de um ano antes, que foi de 7,3%.
Este foi comparativamente o único índice positivo entre os principais resultados do balanço da Fras-le, que pertence à divisão de autopeças do conglomerado Randon. A receita líquida, que é a soma dos faturamentos do mercado interno e externo, fechou a primeira metade deste ano com queda de 6,9%, para 392,4 milhões ante os R$ 421,4 milhões do ano anterior. No mercado interno, a empresa viu seus ganhos aumentarem 6,6%, para R$ 188,8 milhões, enquanto que no mercado externo, a receita líquida diminuiu 16,7%, para R$ 203,6 milhões.
“Os negócios da Fras-le têm projeção global e as variáveis e particularidades de cada mercado são desafios constantes na condução da companhia”, afirma o diretor-presidente Sérgio de Carvalho.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação de ativos) também reduziu sua representação, passando de R$ 85,9 milhões para R$ 48,2 milhões, uma redução de quase 44%. Com isto, a margem Ebitda fechou em 7,6% contra 15,6% de um ano antes. O lucro bruto chegou a R$ 96 milhões, retração de 27,6%, enquanto o lucro operacional caiu mais da metade, de R$ 65,8 milhões para R$ 29,8 milhões, queda de 54,8%.
Por sua vez, as exportações recuaram 9,3% no primeiro semestre no comparativo anual, para US$ 60,2 milhões.
Contudo, a empresa mantém o otimismo: embora o lucro esteja menor na comparação anual, ainda assim indica cenário favorável. Em seu relatório, a Fras-le destaca que alguns sinais podem reforçar as expectativas de estabilização do mercado, como a nova previsão das exportações para o ano feita pela Anfavea, que estão caminhando para um novo recorde (leia aqui), o Banco Central, com perspectiva de retomada gradual da atividade econômica, mantendo o crescimento do PIB em 0,5% ao ano, da mesma forma que o Comitê de Política Monetária tende a continuar a baixar a taxa básica de juros Selic, hoje em 9,25%.