A diferença de desempenho entre faturamento e lucro líquido demonstra que as vendas perderam rentabilidade, com aumento de quase US$ 6 bilhões nos custos operacionais e de comercialização de um ano para outro. Com isso, o lucro operacional de nove meses foi de apenas US$ 221 milhões, contra US$ 4,96 bilhões no mesmo intervalo de 2013. O que salvou o resultado no fim da planilha foram ganhos financeiros e em participações que somaram quase US$ 2 bilhões.
O EBIT (lucro antes de despesas financeiras e tributos) global da GM em nove meses somou US$ 4,6 bilhões, em queda de 34% sobre o mesmo período de 2013. Houve retração de resultado em quase todas as quatro divisões mundiais da companhia, de 21,4% nos US$ 4,4 bilhões apurados na América do Norte (GMNA) e de 17,4% no EBIT de US$ 826 milhões das operações internacionais (GMIO), que incluem Ásia, África, Oceania e Oriente Médio.
Na América do Sul (GMSA), onde o Brasil representa quase 80% dos resultados, houve equilíbrio no terceiro trimestre do ano, com EBIT zero, mas em nove meses o prejuízo acumulado é de US$ 269 milhões, que inverteu o lucro de US$ 300 milhões obtido de janeiro a setembro do ano passado.
A maior contribuição negativa para o EBIT veio da Europa (GME), que continua acumulando perdas e aumentou o prejuízo de US$ 504,4 milhões de janeiro a setembro de 2013 para US$ 976 milhões agora.