
A receita líquida consolidada de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre representou queda de 27,7% em relação a igual período de 2014. Incluindo as vendas entre as empresas do mesmo grupo, a receita bruta total dos primeiros seis meses do ano somou R$ 2 bilhões, cifra 30,5% inferior na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
As vendas ao mercado interno representaram o maior tombo no faturamento. A receita bruta doméstica da companhia no primeiro semestre caiu 33,1%, para R$ 1,77 bilhão no primeiro semestre.
As receitas em dólar, de exportações e operações no exterior, também recuaram, com regressão de 23,6%, para US$ 77,6 milhões. Mas devido ao efeito da desvalorização cambial, em reais o faturamento bruto externo recuou bem menos, apenas 0,9%, para R$ 233,3 milhões.
“Afetados pela dinâmica do mercado de veículos comerciais, os negócios ganham impulso adicional em linhas menos tradicionais [da companhia], como os equipamentos ferroviários, exportações e serviços financeiros”, afirmou em nota o diretor financeiro e de relações com investidores do grupo Randon, Geraldo Santa Catharina. Para enfrentar o momento adverso com as menores perdas possíveis, a empresa adota a estratégia de diversificar seu portfólio de produtos e mercados de atuação, além de impor maior rigor na gestão de custos.
Com a deterioração do mercado, a companhia revisou suas projeções de desempenho para 2015, quando prevê uma receita bruta total de R$ 4,2 bilhões e receita líquida consolidada de R$ 3 bilhões. O faturamento externo deverá ficar em US$ 265 milhões.