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Lucro do Grupo Volkswagen cresce 48% no ano

O lucro do Grupo Volkswagen atingiu € 5,91 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro, o que representa aumento de 48% sobre o resultado de € 3,99 bilhões reportados em mesmo período do ano passado, informa em comunicado. O resultado se refere ao lucro após o desconto de impostos. O faturamento fechou em € 159,9 bilhões, com leve queda de 0,2% sobre a receita de € 160,2 bilhões de um ano antes. O grupo que reúne seis marcas de automóveis, incluindo Audi e Porsche, vendeu pouco mais de 7,6 milhões de unidades no período, alta de 2,4% na comparação anual, com uma produção alinhada à demanda global de 7,64 milhões de veículos, aumento de 2,8%.
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Redação AB

28 out 2016

3 minutos de leitura

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“Apesar dos grandes desafios e o impacto negativo com a questão do diesel [dieselgate], o grupo Volkswagen permaneceu numa base financeira sólida”, afirmou em nota o CFO global da companhia, Frank Witter.

No relatório, o grupo revela que gastou neste ano o equivalente a € 2,62 bilhões em itens especiais, designação para fatores não recorrentes ou exclusivos no balanço financeiro, o que interfere diretamente no lucro. A maior parte deste custo se refere ao dieselgate: há um ano, quando a Volkswagen divulgava seu balanço até setembro de 2015, o escândalo da fraude de emissões já havia deflagrado, ocasião em que a montadora reservou € 6,85 bilhões iniciais para despesas relacionadas com a questão. Apesar disso, a liquidez da divisão automotiva chegou a € 31,1 bilhões em setembro comparada com os € 24,5 bilhões apurados no fim de 2015.

Entre as marcas, destacam-se a Volkswagen, que vendeu 3,2 milhões de automóveis durante os nove meses do ano em todo o mundo, representando queda de 3% sobre o volume de mesmo período do ano passado. A montadora divulgou o valor do lucro operacional sem o desconto de itens especiais, que foi de € 1,2 bilhão contra os € 2,2 bilhões de um ano antes, resultado atribuído primeiramente ao menor volume de vendas, mas também pelo efeito do mix de produtos, taxa de câmbio e com custos de marketing mais elevados dedicados a reverter a imagem de desconfiança da empresa com o dieselgate. Por outro lado, a redução de custos teve um efeito positivo.

A Audi teve aumento de 0,7% das vendas no comparativo anual, para 1,2 milhão de veículos. Segundo o relatório, no lucro operacional (sem o desconto de itens especiais) houve retração de 2,5%, para € 3,9 bilhões. A empresa destaca que a taxa de câmbio, bem como a expansão dos modelos e implementação de tecnologias na produção internacional teve um impacto negativo sobre os lucros.

Por sua vez, a Porsche elevou suas vendas em 5% no ano, para um total de 177 mil veículos em todo o mundo. O lucro operacional subiu 12,2%, para € 2,9 bilhões. Aqui, o aumento das vendas foi o principal atributo para o resultado, ao mesmo tempo em que compensou efeitos de taxa de câmbio.

A divisão de veículos comerciais registrou a venda de 342 mil unidades até setembro. A receita aumentou 6,7%, para € 8 bilhões, e o lucro operacional passou de € 79 milhões para € 392 milhões, como resultado de maiores volumes de vendas e efeitos de mix de produtos, além da política de aumento de preço dos produtos. Os resultados incluem as marcas de caminhões e ônibus Volkswagen, Scania e MAN.

Por fim, a divisão financeira reportou lucro operacional 11% maior que o do ano anterior, considerando os nove meses. O volume de financiamentos, contratos de leasing e serviços de seguro aumentou 14,6%, para 4,9 milhões. O número total de contratos foi de 15,8 milhões até o fim de setembro deste ano, superando em 7,8% o volume do ano anterior.