
O lucro operacional do grupo seguiu estável e robusto: € 11,6 bilhões, em pequena alta de 1,5%. Esse resultado é atribuído à operação principal da companhia (produzir e vender veículos), que não sofreu o efeito extraordinário da aquisição da Porsche. A empresa soube preservar sua liquidez e terminou o ano com o caixa cheio, somando € 16,8 bilhões, valor quase 60% maior do que um ano antes. Com isso, o grupo irá propor em sua assembleia geral de acionistas no próximo 13 de março um aumento de 20,6% nos dividendos a serem pagos a cada ação ordinária (€ 4,00) e de 17,8% para ações preferenciais (€ 4,06), mais próximo da meta de 30% no médio prazo.
“Apesar do difícil ambiente competitivo, mais uma vez ganhamos a preferência de consumidores ao redor do mundo. Atingimos e até excedemos nossas metas para 2013”, avaliou Martin Winterkorn, presidente do Grupo VW.
O faturamento também seguiu estável, somando € 197 bilhões, em leve expansão de 2,2% sobre 2012. As mais de 10 marcas do Grupo VW entregara aos clientes no mundo todo 9,7 milhões de veículos, em crescimento moderado de 4,9% ante o ano anterior. O impulso veio especialmente das operações na China, maior mercado automotivo do mundo, onde a Volkswagen tem duas joint ventures e lidera as vendas no país.
Para este ano, o Grupo VW espera a continuação de condições severas de mercado, com competição feroz e movimentos cambiais que podem prejudicar os resultados – como o caso da desvalorização da moeda brasileira, que puxa para baixo o lucro convertido para o euro. A companhia projeta crescimento moderado do faturamento em torno de 3% sobre 2013, com margem de lucro operacional de 5,5% a 6,5%.
“Este ano o Grupo Volkswagen vai seguir adiante com ofensivas de produtos em todas as suas marcas. Vamos sistematicamente expandir nossa oferta com a introdução de veículos atraentes e amigáveis ao meio ambiente”, promete Winterkorn.