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Balanço

Lucro global da FCA Fiat Chrysler cresce 59% no 1º trimestre

O Grupo FCA Fiat Chrysler reportou lucro líquido de € 1,02 bilhão no primeiro trimestre, valor 59% maior que o registrado em igual período do ano passado. O Ebit ajustado ascendeu 5%, passando de € 1,53 bilhão para € 1,61 bi, enquanto o lucro líquido ajustado cresceu 55%. Por sua vez, o faturamento líquido teve queda de 2%, para € 27 bilhões.
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Redação AB

27 abr 2018

2 minutos de leitura

Na Europa Médio e Oriente e África (EMEA), o Ebit ajustado cresceu 2%, para € 281 milhões, embora a participação no mercado de automóveis tenha diminuído 0,3%, para 6,7%. O efeito cambial positivo e menores custos industriais explicam os melhores resultados. Já na América Latina, o lançamento dos novos Fiat Argo e Cronos fez disparar o volume de vendas do grupo, que cresceu 31% na comparação com o ano passado, para 132 mil unidades. Com isso, a empresa reverteu o prejuízo de € 20 milhões do primeiro trimestre do ano passado e alcançou Ebit ajustado de € 74 milhões de euros neste primeiro trimestre.

Na América do Norte, o resultado operacional antes de impostos caiu 2%, para € 1,21 bilhão, apesar de um aumento de 6% nas vendas, para 646 mil unidades. O custo com o lançamento de novos modelos e um efeito cambial negativo, inverso do que beneficiou os resultados na Europa e na América Latina, explicam a queda do Ebit. Segundo o CEO do grupo, Sérgio Marchionne, a introdução da versão reestilizada da picape Ram 1500, o modelo mais vendido do grupo nos Estados Unidos, foi afetada por problemas de produção na fábrica do norte de Detroit, com um custo adicional de pelo menos US$ 300 milhões.

Na região da Ásia-Pacífico (APAC), a FCA viu um Ebit ajustado 52% menor, de € 10 milhões, em parte por causa de efeitos cambiais negativos, além de maior volume de vendas de veículos de menor valor agregado.

Com pouca adesão ao SUV Levante, a afiliada Maserati registrou queda de 21% das vendas em volume e uma baixa de 20% nos resultados antes de impostos, para € 86 milhões.

Ao divulgar o relatório do balanço financeiro do primeiro trimestre, o conselho de administração do grupo FCA autorizou na quinta-feira, 26, a elaboração de um plano para a separação da fabricante de peças Magneti Marelli, que deve ser concluída entre o fim de 2018 e o início de 2019, com provável abertura de capital em Milão. A estratégia é a mesma adotada com a Ferrari, que deixou a FCA no início de 2016 e, desde então, vem batendo recorde atrás de recorde em seus resultados.