Devido ao forte recuo das vendas no maior mercado da região, o Brasil, a divisão GM América do Sul (GMSA) apresentou o maior prejuízo do grupo. O Ebit (resultado antes de impostos e despesas ou ganhos financeiros) apurado na região entre janeiro e setembro apontou resultado negativo de US$ 575 milhões, uma expansão de 114% sobre a perda de US$ 269 milhões registrada no mesmo período de 2014.
A divisão europeia GME continua no vermelho, mas reduziu em 47% o prejuízo, com Ebit negativo de US$ 515 milhões, contra US$ 976 milhões nos nove primeiros meses de 2014.
O maior ganho da companhia foi apurado na América do Norte, turbinado pela recuperação nos Estados Unidos, mercado que representou em nove meses 51,6% das vendas em todo o mundo. O Ebit contabilizado pela divisão GMNA foi de US$ 8,25 bilhões, expressivos 87,6% maior do que os US$ 4,4 bilhões apurados em 2014 até setembro.
Englobando Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio, os resultados da divisão GM International Operations (GMIO) continuam positivos, com Ebit de US$ 989 milhões em nove meses, 19,7% acima dos US$ 826 milhões apurados em idêntico intervalo do ano passado.
Excluindo os veículos produzidos por joint ventures, as vendas totais da GM no mundo somaram 4,36 milhões de unidades de janeiro a setembro, cerca de 90 mil a menos do que 4,45 milhões vendidos no mesmo período de 2014. Mais da metade foi vendida na América do Norte (2,64 milhões, +7%), seguida por 847 mil na Europa (-2,5%), 435 mil na América do Sul (-31,7%) e 431 mil (-9,8%) nos países da GMIO.
“Estes resultados refletem nosso trabalho para capitalizar nossa força nos Estados Unidos e China, enquanto adotados passos decisivos e proativos para mitigar os desafios em outros lugares”, avaliou Mary Barra, CEO da GM, em comunicado distribuído pelo grupo após a divulgação dos resultados na semana passada. “A GM é uma companhia totalmente diferente hoje do que era há apenas cinco anos. Estamos construindo fundações sólidas, aumentando ganhos em nosso negócio principal e executando um plano para liderar a mobilidade pessoal do futuro, tudo com o objetivo de criar valor aos acionistas nos anos por vir”, acrescentou.