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Balanço

Lucro líquido da FCA diminui 40% em 2015

A FCA – Fiat Chrysler Automobiles – registrou queda de 40,3% no lucro líquido de 2015 ao atingir € 377 milhões contra ganho de € 632 milhões no anterior, informa em comunicado divulgado na quarta-feira, 27. Embora as vendas globais tenham ficado estáveis ao somarem 4,6 milhões de unidades, o faturamento do grupo avançou 18% no comparativo anual, de € 96,1 bilhões para € 113,2 bilhões, impulsionado pelo forte desempenho na América do Norte. O lucro líquido ajustado alcançou € 2 bilhões contra, representando aumento de 91%.
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Redação AB

27 jan 2016

4 minutos de leitura

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O Ebit ajustado (resultados antes de impostos e despesas ou ganhos financeiros e juros) foi de € 5,3 bilhões, aumento de 40% sobre os € 3,8 bilhões de 2014. O balanço é o último que inclui dados de contribuição da Ferrari, marca que saiu do grupo no fim do ano passado (leia aqui). De acordo com o relatório, após o spin-off da Ferrari, o grupo diminuiu a dívida industrial líquida de € 6 bilhões para € 5 bilhões.

A região Nafta foi a responsável por manter o bom desempenho financeiro da FCA, com faturamento 33% maior em 2015, para € 70 bilhões, principalmente devido ao crescimento de volume das marcas Jeep e Ram, além de efeitos de preço positivo e conversão cambial. As vendas na região chegaram a 2,72 milhões de unidades, aumento de 9% sobre 2014.

Já na América Latina a FCA amargou queda de 25,4% no faturamento, passando de € 8,62 bilhões em 2014 para € 6,43 bilhões em 2015, reflexo da queda de 33% das vendas, embora a receita líquida tenha sido parcialmente compensada por ações positivas de preços. As entregas na região recuaram de 827 mil para 553 mil veículos, volume que também reflete a fraqueza econômica da região, resultado das condições comerciais desfavoráveis no Brasil e na Argentina.

Apesar disso, o relatório destaca a manutenção da Fiat como líder de mercado no Brasil, embora tenha perdido participação devido à forte concorrência e pressões de preço (leia aqui) e o desempenho do Jeep Renegade, que ascendeu no mercado de SUV com quase 30% de participação no segmento. Na Argentina, a participação da FCA diminuiu de 13,4% para 11,9%, principalmente por causa da continuação das restrições de importação.

Ao ajustar o Ebit na América Latina a FCA registra prejuízo de € 87 milhões, abaixo dos € 289 milhões de 2014, resultado relacionado com volumes mais baixos de venda, maior inflação nos preços dos insumos na região e com os custos operacionais para o início da produção do Jeep Renegade na fábrica de Goiana (PE), aponta o relatório, que acrescenta que as despesas de lançamento do modelo foram parcialmente compensadas pelo preço líquido favorável e mix de produtos, principalmente pelas fortes vendas do próprio Renegade.

O faturamento voltou a crescer na região Emea, que considera Europa, Oriente Médio e África: foram € 20,4 bilhões, 13% a mais que no ano passado, resultado do aumento de 12% da vendas, para pouco mais de 1,14 milhão de veículos. A empresa atribui o resultado a um mix favorável de produtos e pelo lançamento do Jeep Renegade e Fiat 500X, bem como efeitos de ações de preços positivos nos mercados da União Europeia.

Na região Ásia-Pacífico, incluindo China, a receita foi 22% menor, para € 4,88 bilhões com o recuo de 32% das vendas, para 149 mil unidades.

A divisão de componentes que inclui Magneti Marelli, Comau e Teksid, rendeu faturamento líquido de € 395 milhões, aumento de 38,5% sobre os € 285 milhões apurados em 2014.

METAS PARA O ANO

Em seu relatório financeiro a FCA indica que o lucro líquido ajustado deve aumentar de € 1,7 bilhão para € 1,9 bilhão este ano, enquanto o faturamento líquido deve reduzir de € 111 bilhões para € 110 bilhões. O Ebit ajustado deverá subir de € 4,8 bilhões para € 5 bilhões, mantendo a dívida industrial em € 5 bilhões. Os resultados, inclusive os de 2015, não consideram a Ferrari.

A empresa aponta para uma tendência contínua de melhoria de desempenho nas regiões da América do Norte, Europa, Oriente Médio e África, com melhora da lucratividade na Ásia-Pacífico a partir do segundo semestre de 2016 após a conclusão do processo de introdução de produção da Jeep na China. Para a América Latina, o grupo projeta retorno modesto da lucratividade, com a unidade de Pernambuco alcançando plena produção no segundo semestre.