
A evolução foi puxada pelo resultado do segundo trimestre de 2015, o melhor para o período desde o ano 2000, com lucro líquido de US$ 1,98 bilhão e alta de 43% sobre o primeiro trimestre. No semestre as receitas somaram US$ 71,2 bilhões, com leve redução de 2,8%. O resultado operacional, que engloba apenas a atividade principal da companhia, chegou a US$ 2,80 bilhões descontados os impostos.
A Ford destaca ter se beneficiado da renovação do portfólio de produtos com a oferta apenas de carros globais na América do Sul. A estratégia aliviou os efeitos do ambiente desfavorável aos negócios na região. Em apresentação aos investidores, a empresa aponta que o novo Ka garantiu à marca aumento de market share. No Brasil os resultados foram fortalecidos ainda pelo Fusion e pelos veículos comerciais Série F e Cargo.
Nos Estados Unidos a Ford foi impactada por aumentos dos custos e câmbio desfavorável. Ainda assim, o mercado aquecido garantiu que a empresa chegasse a um bom volume de vendas, equilibrado com o mix de produtos e o posicionamento de preços favorável. Na Europa a companhia segue com seu plano de reestruturação com foco em produtos, marcas e custos. Houve aumento das vendas no atacado acompanhado por evolução dos estoques.
Na África o foco da companhia no início do ano foi estruturar a rede de distribuição e aumentar a oferta de produtos de acordo com as necessidades locais. Na região que engloba a Ásia e o Pacífico houve evolução dos resultados, com câmbio favorável e redução dos custos.
EXPECTATIVAS
E Ford avalia que o cenário para os próximos meses tem como ponto favorável o crescimento da economia global, estimado entre 2,5% e 3% este ano, principalmente nos Estados Unidos. Ainda assim, a economia chinesa passa por desaceleração, o que pode afetar o mercado de veículos. Outro ponto desfavorável é a América do Sul, com cenário volátil por causa de incertezas políticas e econômicas. A expectativa é que as vendas globais fiquem estáveis em entre 86 e 89 milhões de unidades em 2015.