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Luso Ventura defende o uso do diesel em táxis

Luso Ventura, diretor da Netz Automotiva, defende o uso do diesel em táxis no Brasil – o que ainda não é permitido pela legislação. No final da semana ele participará do Fórum Diesel, promovido pela SAE Brasil em Curitiba, e tratará do tema durante uma das palestras do encontro. Ele lembra que o GNV foi escolhido pelos taxistas como seu principal combustível devido ao menor custo por quilometro quando comparado com a gasolina ou com o álcool. As nove maiores capitais brasileiras têm uma frota de 95 mil táxis, mais da metade da frota nacional. Mais de 70% roda com GNV – são 68 mil táxis, que consomem mensalmente 34 milhões de m3 de gás natural. Para ele, as maiores dificuldades na utilização do GNV pelos taxistas são: perda de torque e potência; manutenções freqüentes; menor volume do porta-malas; aumento da carga sobre o eixo traseiro; menor vida útil do motor; nível elevado de emissões; maior tempo para abastecimento. Ele assegura que o uso do diesel trará uma economia direta em combustível de 17% em relação ao GNV. Ele faz as contas e conclui que os veículos Diesel compactos produzidos hoje no Brasil e exportados são comercializados na Europa a um preço até € 1.500 superior ao das versões a gasolina, o que equivale a R$ 3.800,00. Adaptar um táxi para uso de GNV custa aproximadamente R$ 3.000,00. Luso pondera que o GNV retirado dos táxis pode ser utilizado com muito maior eficiência energética e menores emissões se for aplicado em ônibus urbanos, com sistema bicombustível diesel/gás ou 100% a gás. E lembra, afinal, que os 34 milhões de metros cúbicos de gás natural de GNV são suficientes para abastecer 24.200 ônibus urbanos bicombustível diesel/gás.
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cria

26 ago 2008

2 minutos de leitura