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Lutz está de volta a GM

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cria

05 set 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

A General Motors informou na última sexta-feira, 2, que vai reter Robert A. “Bob” Lutz (foto) como conselheiro da alta direção da companhia. Após quase uma década no comando do desenvolvimento de produtos da GM, Lutz havia se aposentado no fim de 2010, na esteira do fim do período de concordata da empresa, que agora decidiu se aproveitar da experiência de mais de 40 anos do executivo na indústria automotiva.

Aos quase 80 anos, Lutz já está à disposição da direção da empresa para diversos níveis de consultorias eventuais, segundo comunicado da GM. Nascido em Zurique, Suíça, Lutz de 1954 a 1959 Lutz foi piloto de caça da Marinha dos Estados Unidos (ele pilota aviões clássicos até hoje). Depois disso se formou em gestão de produtos e começou a trabalhar na GM Europa em 1963. Em 1971 tornou-se vice-presidente de vendas globais e marketing da alemã BMW. Em 1974, voltou aos Estados Unidos contratado pela Ford, onde foi vice-presidente de operações de picapes até 1982 e de operações internacionais até 1986. Neste ano mudou-se para a Chrysler como vice-presidente executivo e chefe de desenvolvimento de produtos, ajudando a reerguer a empresa da quase falência ao lado de Lee Iacocca.

Lutz ganhou fama de desenvolvedor de carros bem-sucedidos na Chrysler, mas saiu em 1998, quando a Daimler assumiu o controle. Na época foi contratado como CEO da fabricante de baterias Exide, onde ficou até ser chamado de volta às GM, em 2001. Em sua segunda passagem pela companhia, Lutz liderou o desenvolvimento da safra atual de veículos das diversas marcas da GM, principalmente nos Estados Unidos. Ele se aposentou como vice-presidente do conselho com responsabilidade pelo aconselhamento estratégico de design e produtos.

Segundo a GM, mesmo depois de sair Lutz continuou a aconselhar informalmente diversos executivos da companhia, que agora decidiu formalizar sua consultoria. Lutz tem teses polêmicas. Como chefe de desenvolvimento, defendia que os veículos não podem ser projetados levando-se em consideração só os desejos manifestados pelos consumidores. Lutz dizia que os consumidores não sabem tudo e seguir seus pedidos incondicionalmente foi o principal erro das fabricantes americanas, com a oferta de carros grandes e beberrões, superdimensionados, que depois da alta nos preços dos combustíveis ficaram nos pátios sem compradores interessados.