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Magneti Marelli fornece 30% em valor do novo Palio

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paulo

07 nov 2011

6 minutos de leitura

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Foto: Eduardo Campos, diretor comercial da Magneti Marelli, e o sistema de pedaleira do novo Palio, 50% mais leve que no original do Palio

Paulo Ricardo Braga, AB
De Belo Horizonte

O grupo Magneti Marelli responde por nada menos de 30% em valor dos componentes utilizados pelo novo Palio na versão com câmbio automatizado Dualogic. No pacote entregue pela empresa à linha de montagem da Fiat em Betim (MG) estão mais de uma centena de peças plásticas, de borracha e metálicas, além de centrais eletrônicas.

Eduardo Campos, diretor comercial, há 33 anos na empresa, enfatiza que para chegar a esse volume expressivo os trabalhos começaram há mais de dois anos, com o início do projeto 326, origem da nova família de veículos, na Itália. Desde aquela época, projetistas brasileiros e italianos do Centro Stile Fiat e seus parceiros modificaram 3.253 componentes, testados com a construção de 526 protótipos, que passaram por 125 mil provas físicas e virtuais e rodaram 2 milhões de quilômetros.

Há combinações novas de plásticos em relação às gerações anteriores da família Palio e peças complexas, como o painel, ganharam inserts com texturas personalizadas. A regra foi privilegiar materiais mais leves e com maior resistência, agradáveis ao toque. A carroceria cresceu em tamanho, mas o peso foi reduzido em 15% com o emprego de aços resistentes, de menor espessura, aplicados em 35% da estrutura, 30% das partes móveis e 34% da estrutura das portas.

A Magneti Marelli produz ainda para o novo Palio mais de uma dezena de centrais de processamento nos veículos, das quais se destacam as relacionadas à operação do motor (ECM), incluindo o novo sistema flex, transmissão automatizada (TCU) e painel, onde são destacadas as funções relacionadas ao computador de bordo, que podem ser configuradas.

Além do painel frontal, com inserts para diferenciar as versões do veículo, a Marelli produz os clusters onde estão os mostradores de velocidade e rotações do motor, além de funções como temperatura e nível de combustível.

As lanternas, em poliacetato, a pedaleira e dutos coletores de ar do motor Evo são também fabricados pela empresa, que redimensionou as suspensões dianteira e traseira, para elevar a resistência do conjunto e reduzir massa. “Diminuir o peso do carro é uma preocupação permanente nos projetos automotivos. Já conseguimos reduzir à metade, por exemplo, a massa da pedaleira, que é feita em poliamida, com alma de aço no pedal do freio”, esclarece Campos.

Faz parte dos suprimentos da Marelli para o novo Palio também os amortecedores do veículo e o sistema de escapamento completo, composto pelo coletor tubular com catalisador integrado. Completam a gama de componentes plásticos mais de 65 itens internos e externos como bocal de enchimento e minissaia.

A maioria das peças é nova ou foi reprojetada a partir de componentes da geração 4 do Palio. Estão nessa lista o sistema flex da Marelli, com nova central de comando, o câmbio automatizado FreeChoice e o quadro de instrumentos com o welcome movement, acionado quando a chave é ligada, faróis e lanternas.

Teto solar já tem fornecedor local


Jurgen-Kneissler e o teto solar do novo Palio

Jurgen Kneissler, diretor de fornecimento direto às montadoras da Webasto AG/KGC, mostrou a Automotive Business dois veículos equipados com teto solar, que passaram quase despercebidos durante o lançamento com os jornalistas, já que os carros ficaram isolados e não estavam disponíveis para test drive. A novidade deve ser incorporada à linha a partir de abril, como opcional.

Mais fornecedores

Gábor Deák, presidente da Delphi, esteve presente à apresentação dos veículos e testou as diferentes versões do novo Palio, para os quais fornece bobinas de ignição (versão 1.4), chaves de seta, 70% dos chicotes elétricos (especialmente desenvolvidos para o projeto 326 e produzidos na unidade de Itabirito, MG) e compressores para o sistema de ar-condicionado dos modelos 1.6.

Hamilton Marins, diretor comercial da brasileira Metagal entrega 100% dos espelhos retrovisores externos, pintados na cor do carro e com eventual aplicação de grafismos. Os produtos atendem à nova legislação do Contran que exigirá, a partir de 2012, aumento de 30% no campo de visão. Já os espelhos internos eletrocrômicos possuem sensores para medir a iluminação incidente e produzir um sinal para polarizar o gel que regula a reflexão dos raios de luz. “O processo é totalmente automático, sem mecanismos”, explica o executivo, que prepara também uma versão do componente com pisca embutido.

Eduardo Mendes de Oliveira, gerente comercial de vendas a montadoras da SKF, importou rolamentos da Alemanha para o primeiro lote de veículos destinado à rede de revendedores, mas dá partida à fábrica que produzirá o produto no País. “O componente, com sensor ativo de ABS, é forjado e foi concebido para durar a vida toda do veículo”, explicou.

Os motores do novo Palio são produzidos pela Divisão Powertrain da Fiat (ex-FPT), que monta o Evo 1.0 e Evo 1.4 em Betim, e o E-torQ 1.6 em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba (PR).

A estampagem da carroceria tem como principais fornecedores a Aethra e a Stola, ambas mineiras e tradicionais parceiras da Fiat. A Stola entrega a parte interna das laterais dos veículos, o pavimento do bagageiro e a chamada pedana, estrutura em chapa no piso do veículo.

As rodas de ferro são da Maxion, produzidas em Limeira (SP), com a marca Fumagalli. Já as guarnições de borracha são da Cooper Standard, que possui uma de suas unidades industriais em Varginha (MG).